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Ciclofaixas de lazer devem abrir em julho em São Paulo

Ciclofaixas de lazer devem abrir em julho em São Paulo
Medida estimula uso de bicicleta, considerada mais segura que o transporte coletivo durante a pandemia

A partir de 19 de julho, os paulistanos voltarão a contar com as ciclofaixas de lazer, que estavam fechadas há meses. O anúncio feito pela Prefeitura de São Paulo, na atual conjuntura, traz benefícios que vão além das atividades recreativas.

Durante a pandemia causada pelo novo coronavírus, o isolamento social é a melhor alternativa para conter o avanço da doença, por isso trabalhar em casa e evitar saídas desnecessárias são medidas importantes. Quando isso não é possível, o ideal é optar por trajetos a pé ou de bicicleta.

Essa recomendação ocorre porque, nesses casos, há menos contato pessoal e com objetos potencialmente contaminados, como as barras de apoio de ônibus e metrôs. Além disso, esses veículos exigem um tempo de espera junto a outras pessoas, período em que pode haver ocorrer o contágio, mesmo com o uso de máscara.

Parceria público-privada

Uber custeará reativação de ciclofaixas na capital paulista. (Fonte: Matheus Obst / Shutterstock)

A reativação das ciclofaixas foi possível graças a uma parceria entre a Uber e a Prefeitura de São Paulo, que vinha sofrendo críticas. O Prefeito Bruno Covas prometeu reabri-las, mas isso não tinha ocorrido até então.

Como fica a mobilidade em Paris com o fim da quarentena?

Serão 117 quilômetros de ciclofaixas; toda a estrutura será reativada, o que demandará cuidados de segurança e higiene. A parceria prevê que a empresa arque com cerca de R$ 11 milhões, que são as despesas decorrentes da reabertura das ciclofaixas nos próximos 12 meses, a partir de 19 de julho. A data prevista poderá ser reavaliada caso seja necessário endurecer a política de isolamento social.

Desafio

Medida pode ser alternativa importante em relação a ônibus e metrôs, considerados menos seguros durante a pandemia. (Fonte: Tacio Philip Sansonovski / Shutterstock)

Grandes cidades do mundo têm enfrentado dificuldades em adaptar sua estrutura de transporte durante a pandemia. Veículos fechados com concentração de pessoas potencialmente infectadas são um cenário temerário diante da altíssima taxa de transmissão do vírus, que já causou mais de 40 mil mortes só no Brasil — estima-se que o número seja maior, uma vez que muitos óbitos são registrados com causas variadas, como outras síndromes respiratórias.

SP incentiva uso de bikes para conter covid-19 no transporte público

Em Salvador (BA) e em Wuhan (China), onde a covid-19 teve seu primeiro epicentro, as autoridades sanitárias estão monitorando o fluxo de passageiros por câmeras de imagem infravermelha, que captam alterações de temperatura corporal, considerando que a febre é um dos principais sintomas dos acometidos pelo novo coronavírus.

No entanto, estudos realizados apontam que mesmo pacientes assintomáticos são capazes de transmitir o vírus, razão pela qual o deslocamento a pé ou de bicicleta pode minimizar os riscos de contágio.

Fonte: Prefeitura de São Paulo, Mobilize.

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