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Trem intercidades: tudo sobre o trem entre Campinas e São Paulo

11 de outubro de 2021 3 mins. de leitura
Os estudos para o trem que ligará Campinas e São Paulo através dos trilhos começaram há 15 anos. Veja o que já se sabe sobre ele

Recentemente o governo do Estado de São Paulo divulgou as principais informações sobre o trem intercidades. Os estudos para a construção de uma linha férrea entre Campinas e São Paulo começaram no início dos anos 2000. No entanto, devido à complexidade da obra e aos altos custos de investimentos, apenas agora ele parece estar próximo de sair do papel. 

Segundo a gestão Dória, que apresentou o projeto durante uma audiência pública realizada em 16 de agosto, as linhas contarão com 83 trens, que deverão operar a uma velocidade entre 90 km/h e 100 km/h. Ao todo, o edital da concessão prevê três serviços: 

  • Trem Intercidades (TIC): Ele irá operar entre Barra Funda e Campinas, fazendo uma parada em Jundiaí.
  • Trem InterMetropolitano (TIM): A linha fará a ligação entre Francisco Morato e Campinas. 
  • Linha 7-Rubi: Os trens serão operados entre as estações Palmeiras-Barra Funda e Francisco Morato. 

Com leilão estimado para acontecer em abril de 2022, a empresa concessionária terá um prazo de 30 anos para explorar o serviço. Segundo o governo, os investimentos necessários para construção e adequação da obra serão de cerca de R$ 7,5 bilhões. 

Entre as responsabilidades da empresa que assumir a concessão estão a aquisição de 23 trens para a operação e a construção de 150 km de novas vias energizadas. 

Além disso, segundo a CPTM, estão previstas poucas desapropriações para o andamento do projeto. Quando estiver finalizado, as novas linhas deverão oferecer diversos benefícios para os passageiros, como maior opção de escolha na hora de realizar a viagem e ampliação de trens novos na frota. 

Os trechos preveem viagens com passageiros apenas sentados e devem levar um pouco mais de 1 hora para cumprir todo o trajeto. 

Custo do trem intercidades para os passageiros

Todos os vagões contarão com assentos marcados. (CPTM/Reprodução)
Todos os vagões contarão com assentos marcados. (CPTM/Reprodução)

A definição do custo da tarifa ficará a cargo da empresa concessionária, que deve utilizar os valores dos atuais ônibus intermetropolitanos como base para o cálculo. No entanto, o governo estipulou um valor máximo de R$ 55,30 para a linha do Expresso. 

Entre os outros fatores que devem ser considerados na decisão do valor da tarifa estão o ponto de partida e descida do passageiro e a classe escolhida para realizar a viagem.

O edital ainda prevê transferência gratuita para outras linhas da CPTM e do Metrô de São Paulo. A venda dos bilhetes será realizada por um sistema de reservas avançado, que deve atribuir assentos a todos os passageiros. Ainda segundo a CPTM, o TIC deve atrair 58 mil usuários por dia, enquanto o TIM deve transportar cerca de 100 mil pessoas por dia em 2035.

Fonte: CPTM, Diário do Transporte.

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