Estudo aponta falta de acessibilidade em calçadas e ruas do País

Estudo aponta falta de acessibilidade em calçadas e ruas do País
Nenhuma capital brasileira conseguiu atingir a pontuação mínima de qualidade

A falta de condições adequadas das calçadas tem sido uma das maiores dificuldades enfrentadas por pedestres e cadeirantes nas ruas brasileiras. A Campanha Calçadas do Brasil 2019 foi realizada em 27 cidades para avaliar as condições das vias e revelou que nenhuma capital brasileira conseguiu chegar à pontuação mínima de oito pontos em uma escala de zero a dez. De acordo com o estudo, a maioria das ruas e calçadas não oferece segurança, condições de caminhabilidade ou acessibilidade, o que prejudica ainda mais o acesso.

De acordo com a análise divulgada em 2019 pela Mobilize Brasil, o levantamento foi feito para avaliar a estrutura das calçadas, considerando conforto, segurança e sinalização para pedestres. Foram encontradas calçadas estreitas, quebradas, degraus que impedem o acesso a cadeirantes, postes e obstáculos que dificultam a mobilidade, faixas de pedestre apagadas, falta de semáforos e unidades defeituosas, além da ausência ou falta de manutenção de rampas de acesso.


São Paulo é a cidade com menos problemas de acessibilidade


"A cidade menos pior é São Paulo, e ela não atinge nem a nota 7, quando 8 é o mínimo adequado para uma situação confortável de caminhabilidade", informou a arquiteta e urbanista Marília Hildebrand, membro do Mobilize Brasil. A especialista citou dois bons exemplos de calçadas adequadas para a circulação de pedestres e cadeirantes: Avenida Paulista e Avenida Faria Lima, consideradas exceções.

(Fonte: Shutterstock)

Os resultados mostraram também que lugares como hospitais, escolas e centros de saúde, geralmente muito frequentados por idosos e crianças, são os piores para caminhar. Isso obriga os pedestres a andarem pelas ruas.

Em outras capitais brasileiras, a situação é ainda mais preocupante. Belo Horizonte (MG), por exemplo, recebeu nota 6,843. As piores classificações foram de Brasília (DF), com nota 6,25, seguida por Cuiabá (MT), com 4,79, e Fortaleza (CE), com 4,53. Belém (PA) ficou em 27º lugar na classificação, com nota 4,52, sendo a capital do Brasil que apresenta mais problemas nesses aspectos.

A média nacional foi de 5,71, mostrando que a lista de irregularidades em acessibilidade e problemas na circulação em ruas e calçadas no País é extensa e exige atenção. Os 27 colaboradores responsáveis pelo estudo visitaram e fotografaram diversos locais e atribuíram notas de zero a dez para cada item considerado na pesquisa: condições do piso, largura e inclinação transversal da calçada, existência de barreiras e obstáculos, estado de rampas de acessibilidade, faixas e semáforos de pedestre, mapas e placas de sinalização, mobiliário urbano, arborização e paisagismo, poluição atmosférica e ruído urbano e segurança.

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