Como as cidades podem evitar congestionamentos no novo normal?

9 de outubro de 2021 4 mins. de leitura
Mesmo com a redução no fluxo de circulação de carros, os congestionamentos continuam sendo um problema comum nas grandes cidades

Os congestionamentos são um problema em comum das grandes cidades brasileiras. Eles são originados no modelo centrado no veículo individual.

Com a pandemia, o fluxo de carros diminuiu, mas o problema ainda continua existindo pelas principais vias do País, causando uma série de prejuízos. Mas algumas medidas podem ser tomadas pelas prefeituras na tentativa de reduzir o impacto no dia a dia dos habitantes no pós-pandemia. Confira algumas soluções.

1. Investimentos no transporte público

A malha ferroviária é uma alternativa para o transporte de passageiros e cargas. (Unsplash/Reprodução)
A malha ferroviária é uma alternativa para o transporte de passageiros e cargas. (Unsplash/Reprodução)

Investimentos no transporte público são essenciais para reduzir o número de veículos nas ruas. Segundo o engenheiro de tráfego, Sérgio Ejzenberg, os cidadãos escolhem o transporte individual por falta de uma opção mais cômoda.

“São milhões de viagens por dia de carro. Se você oferecer alternativas à população, elas vão escolher a menos poluente, menos perigosa, mais confortável e segura. A sociedade não cria a mobilidade, ela usa o que está disponível”, disse em entrevista ao Estadão.

No entanto, a realidade das principais cidades é um sistema de transporte falho e ineficiente. “Qual a alternativa ao automóvel? O transporte público, que é ruim, que demora, que é caro. Uma rede de metrô minúscula, superlotada, que serve algumas regiões da cidade. É uma sorte quando você tem um metrô perto”, argumentou Ejzenberg.

2. Integração dos transportes

Aplicativos de mobilidade urbana podem ajudar na redução dos congestionamentos. (Unsplash/Reprodução)
Aplicativos de mobilidade urbana podem ajudar na redução dos congestionamentos. (Unsplash/Reprodução)

A integração dos transportes é vista como uma das soluções que reduzem o trânsito nas cidades. Ela pode ser feita pela combinação de diferentes modais, como ônibus, metrô, trem, bicicleta, carros particulares e táxis. Isso possibilita um deslocamento mais rápido e efetivo entre diferentes localidades da cidade. 

Como exemplo, o metrô do Rio de Janeiro tem uma parceria com a 99. Ao fazer uma recarga a partir de R$ 25 no cartão-transporte, os usuários MetrôRio ganham um desconto significativo em viagens do app com ponto de partida ou chegada em uma das estações. 

Isso possibilita que os passageiros cheguem a uma determinada área desejada sem cobertura do transporte público ou que pelo menos façam a maior parte do seu deslocamento sobre os trilhos. 

3. Educação para motoristas

É preciso profissionais competentes nas autoescolas. (Unsplash/Reprodução)
É preciso profissionais competentes nas autoescolas. (Unsplash/Reprodução)

A Nova Zelândia se tornou referência no mundo todo após reduzir os congestionamentos e o número de mortes no trânsito a partir da educação dos seus motoristas. Segundo dados do governo neozelandês, o número de óbitos diminuiu em 25%.

No Brasil, o Código de Trânsito determina que o conhecimento sobre o trânsito deve acontecer da educação infantil até o ensino superior. No entanto, a falta de iniciativas governamentais impossibilita que a teoria seja aplicada no dia a dia. 

Além disso, também é necessário que todos os profissionais da área de trânsito e atuais motoristas passem por revisão constante sobre as regras, leis e práticas a respeito do tráfego urbano. 

4. Apoio a transportes alternativos

O número de ciclistas também aumentou significativamente durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus. (Unsplash/Reprodução)
O número de ciclistas também aumentou significativamente durante a pandemia provocada pelo novo coronavírus. (Unsplash/Reprodução)

A adoção de transportes alternativos tem reduzido o número de veículos nas ruas e oferecido uma melhor qualidade de vida para os moradores de diversas cidades do mundo, como é o caso de Bogotá, capital da Colômbia. 

Em 2018, as principais cidades brasileiras observaram um crescimento de ciclistas nas ruas com a chegada da Yellow Bike ao País. Oferecendo o compartilhamento de bicicletas e patinetes elétricos a custos baixos, diversas pessoas optaram por deixar o carro em casa e utilizar os serviços da plataforma para se deslocarem. 

No entanto, também é preciso que as prefeituras dos municípios ofereçam estrutura adequada para que ciclistas e pedestres se desloquem com segurança pela cidade. 

Fonte: Estadão, Via TroleBus.

Este conteúdo foi útil para você?

113060cookie-checkComo as cidades podem evitar congestionamentos no novo normal?