Como fica a mobilidade no Brasil após a quarentena?

10 de agosto de 2020 3 mins. de leitura
Enquete identifica mudanças de comportamento dos brasileiros para o fim da pandemia do coronavírus

Para entender o que já mudou e o que ainda vai mudar nos hábitos de mobilidade dos brasileiros por conta da pandemia de coronavírus, o NZN Intelligence realizou uma enquete, oferecida pelo Estadão Summit Mobilidade, com mais de 3 mil pessoas de todas as regiões do Brasil.

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O levantamento indica que a maioria dos brasileiros precisou alterar a maneira como se desloca em suas cidades em virtude das medidas de isolamento social: 83% dos entrevistados passaram a se locomover com menos frequência desde o início da quarentena.

Saúde segue como prioridade

Maioria dos participantes da pesquisa não acredita que as cidades consigam proteger a população. (Fonte: Shutterstock)

A perspectiva dos brasileiros é de grande insegurança: 71% dos participantes da pesquisa não acreditam que suas atividades poderão ser retomadas ainda neste ano. E quase metade dos entrevistados crê que não conseguirá retomar a frequência de deslocamento que tinha antes do início da pandemia — mesmo com o fim das medidas de isolamento social adotadas pelos governos locais. 

Em relação ao meio de locomoção escolhido no fim do isolamento, ainda há medo sobre a competência do poder público e das empresas de transporte para garantir a segurança e a saúde dos usuários: 78% não acreditam que as cidades e as empresas estarão aptas a garantir a saúde da população após o período de isolamento social.

(Fonte: NZN Intelligence/Summit Mobilidade Estadão)

A higienização dos veículos é principal preocupação de 58% dos entrevistados na escolha do principal meio de locomoção após o fim da quarentena. Além disso, 25% buscam evitar os períodos de aglomeração nas estações e dentro dos veículos de transporte coletivo.

Nesse sentido, medidas sanitárias no transporte compartilhado serão fundamentais, já que 31% continuarão a usar prioritariamente os meios de transporte público, e 18% recorrerão a aplicativos de transporte como meio de transporte principal. 

Nesse cenário ainda repleto de instabilidades, 48% dos participantes da pesquisa revelaram que pretendem usar o carro próprio como principal meio de locomoção. No campo da mobilidade ativa, que vem crescendo em meio à crise de coronavírus, o deslocamento a pé será majoritário para 25% dos entrevistados, e 13% terão na bicicleta seu principal meio de transporte. 

A maioria dos entrevistados também apoia as medidas sanitárias adotadas no transporte compartilhado. Enquanto 23% acreditam que as medidas adotadas até agora sejam suficientes, outros 67% gostariam que elas fossem intensificadas pelas empresas de ônibus, metrô, trem e carros de aplicativo, mesmo quando a quarentena acabar. 

Fonte: NZN Intelligence

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