Como fomentar cidades de baixo carbono?

13 de abril de 2020 3 mins. de leitura
Mobilidade é um dos pontos principais para evitar emissões de gases de efeito estufa

Mais da metade da população mundial vive em áreas urbanas, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU). As cidades são responsáveis por 70% das emissões de gases de efeito estufa relacionadas à energia. Isso tem aumentado a pressão para que as cidades se tornem locais de baixo carbono, na tentativa de desacelerar mudanças climáticas globais.

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O conceito de cidade com baixo carbono está ligado ao planejamento e ao desenvolvimento urbano com menores taxas de emissões de dióxido de carbono (CO2), o principal gás de efeito estufa (GEE).

Estudos da Universidade de Leeds, em parceria com a Coalização para Transições Urbanas e o relatório New Climate Economy, promovido pela Comissão Global de Economia e Clima, afirmam que medidas de baixo carbono podem ajudar a alcançar diversas prioridades do desenvolvimento urbano, como criação de empregos, saúde pública, inclusão social e melhoria da acessibilidade.

Um levantamento da Coalização para Transições Urbanas aponta que investimentos em cidades de baixo carbono podem gerar até 87 milhões de empregos em 2030 e 45 milhões de novas vagas em 2050. O setor de transportes contabilizou, em 2010, 23% das emissões globais de gases de efeito estufa.

(Fonte: Shutterstock)

O relatório New Climate Economy calcula que cada US$ 1 trilhão gasto por ano em 11 projetos de baixo de carbono nas cidades é capaz de produzir US$ 17 trilhões até 2050, considerando apenas a economia direta de energia. O estudo também analisou casos de locais que estão tendo sucesso na redução de emissão de gases de efeito estufa.

Passos para o baixo carbono

Para uma cidade se tornar uma baixa emissora de gases do efeito estufa, existem etapas comuns entre as diversas estratégias existentes. Em primeiro lugar, é necessário calcular a pegada de carbono da cidade e entender quais são os principais emissores de poluentes. Com esse mapeamento, é possível dar o segundo passo e estabelecer uma meta de redução de emissões de carbono por setor, para, em seguida, implementar um plano de ação de baixo carbono. Por fim, é necessário monitorar e acompanhar o progresso das ações realizadas.

De forma geral, as medidas de maior efeito para a transição das cidades para o baixo carbono são a otimização de recursos energéticos e a substituição dos combustíveis fósseis por energia elétrica para descarbonizar o espaço urbano. Nesse sentido, o setor de transportes pode dar uma contribuição significativa.

(Fonte: Shutterstock)

As cidades também devem promover o uso de bicicletas. As áreas urbanas com infraestrutura conveniente para o ciclismo se beneficiam de economias significativas em saúde, com o aumento da atividade física, a redução dos níveis de poluição do ar e a diminuição da mortalidade nas estradas.

Fonte: WRI Brasil

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