Especialistas debatem pandemia e mobilidade urbana

18 de maio de 2021 4 mins. de leitura
Confira os principais tópicos da mesa que abriu o segundo dia do Estadão Summit Mobilidade 2021

O Estadão Summit Mobilidade 2021, que acontece de forma online e gratuita, contou hoje com o painel Mobilidade e Pandemia. Na segunda manhã de debates do evento, especialistas discutiram o aprendizado das cidades ao transformarem sua matriz de mobilidade para atender às novas necessidades durante o isolamento social. Saiba mais. 

O painel contou com especialistas na área de arquitetura, transporte metroviário e modais sustentáveis.
O painel contou com especialistas na área de Arquitetura, Transporte Metroviário e Modais Sustentáveis. (Fonte: Estadão Summit Mobilidade Urbana 2021/Reprodução)

Pedalar contra a pandemia

Para Linke, a rua é o ativo mais importante de uma cidade.
Para Linke, a rua é o ativo mais importante de uma cidade. (Fonte: Estadão Summit Mobilidade Urbana 2021/Reprodução)

Segundo Clarisse Cunha Linke, diretora executiva da ITDP, a bicicleta sai mais uma vez fortalecida como uma solução efetiva. A Organização Mundial da Saúde (OMS) preconizou essa forma de transporte como uma das mais seguras diante da covid-19. 

Algumas cidades se tornaram referência nesse aspecto: Berlim tratou as lojas do segmento como serviço essencial, e Paris, Milão e Londres aceleraram a expansão da malha cicloviária. Na América Latina, isso também ocorreu. Em Quito, Buenos Aires, Cidade do México e Bogotá foram criadas estruturas de pedal para agir diante da tendência à adesão aos modais particulares (carro e moto).

No Brasil, isso ocorreu com menos força e, para Linke, o fenômeno deve-se ao fato de que novos ciclistas ainda temem se expor às seguranças viária e pública. Por isso, é importante planejar as ruas de forma a reduzir as desigualdades socioeconômicas, tanto nas vias quanto em estacionamentos. 

Soluções sob o solo

Pierrini destacou a importância do metrô na resolução de questões da mobilidade urbana.
Pierrini destacou a importância do metrô na resolução de questões da mobilidade urbana. (Fonte: Estadão Summit Mobilidade Urbana 2021/Reprodução)

O desafio de construir políticas mais sustentáveis também passa por baixo da terra. Para Francisco Pierrini, diretor-presidente da ViaQuatro e da ViaMobilidade, os metrôs são fundamentais nesse processo, razão por que as linhas operadas pelas empresas têm mais de 1,1 mil vagas disponíveis para bicicletas e compreendem a mobilidade como um serviço, unindo qualidade, segurança, conforto, rapidez e oportunidades.

Especificamente sobre a pandemia, o executivo listou uma série de ações adequadas à nova realidade sanitária, como a nebulização dos vagões. Assim, além dos trajetos de bicicleta anteriores e posteriores ao metrô, que atendem ao conceito de primeira e última milhas, o trajeto subterrâneo se torna confiável em relação à covid-19.

Edificação de novas ideias

Para Vidal, os novos empreendimentos já estão mais adaptados às demandas da mobilidade ativa.
Para Vidal, os novos empreendimentos já estão mais adaptados às demandas da mobilidade ativa. (Fonte: Estadão Summit Mobilidade Urbana 2021/Reprodução)

Para Fernando Vidal, diretor-geral da Perkins & Will, há uma série de ligações entre arquitetura e mobilidade garantindo que as edificações estejam prontas para articular novas dinâmicas de circulação. 

São exemplos disso bicicletários, vestiários, integrações de uso comercial e residencial das mesmas estruturas e fachadas ativas, que convidam as pessoas a um comportamento que considera os arredores do prédio.

Mas isso começa ainda em casa. Segundo Vidal, o home office veio para ficar, mas tende a compor um sistema híbrido, pois os espaços empresariais são importantes para geração da cultura organizacional. Por isso, o benefício do home office será o de desinflar a infraestrutura urbana nos horários de pico e tornar a ida ao escritório algo mais eventual e flexível. 

Energia de uma nova cidade

Pode ser uma imagem de texto que diz "tupinambá"
Startup brasileira pretende abrir caminho para a transformação da frota nacional. (Fonte: Facebook Tupinambá/Reprodução)

Além da integração e substituição de modais, há outro elemento importante em jogo: a mudança na matriz energética dos veículos. É aí que entra a Tupinambá, primeira operadora de infraestrutura de eletroabastecimento do Brasil a atuar de ponta a ponta, cujo case foi apresentado no fim da mesa. 

Graças ao trabalho da organização, shoppings, supermercados, estacionamentos, condomínios e locais públicos contam com postos de carregamento de automóveis e estimulam a transição para esse novo modal, que, segundo a empresa, não se refere a “se”, mas a “quando” se tornará o modelo hegemônico.

O Estadão Summit Mobilidade Urbana 2021 continua. Inscreva-se agora para esse evento online e gratuito que acontece até sexta-feira (21).

Este conteúdo foi útil para você?

105610cookie-checkEspecialistas debatem pandemia e mobilidade urbana