Mobilidade urbana: iniciativas também dependem do cidadão

30 de março de 2020 4 mins. de leitura
É importante que a população se conscientize e se posicione como parte responsável por iniciativas em mobilidade urbana nos bairros e na cidade

Mobilidade urbana é um dos grandes problemas contemporâneos de médias e grandes cidades. Apesar das iniciativas dos governos em promover melhorias em infraestrutura para um trânsito menos caótico e perigoso para condutores e pedestres, muitas vezes os espaços geográficos não permitem que muito seja feito.

Conheça o maior e mais relevante evento de mobilidade do Brasil

As cidades não conseguem mais acompanhar eventos como crescimento demográfico e aumento da frota de veículos particulares, causados, principalmente, pelo aumento do poder de compra da população. Do excesso de veículos nas estradas resultam problemas como congestionamentos, aumento da poluição e doenças causadas por ela, acidentes e males da vida moderna, como o estresse.

Encontrar soluções para esses desafios é papel da administração pública, mas há outro ator tão responsável por iniciativas em melhorias no trânsito quanto qualquer governo: cada cidadão. Com conscientização e comprometimento, é possível participar ativamente de ações voltadas à mobilidade inteligente e sustentável.

Quando cada um assume sua responsabilidade
Melhorar a qualidade de vida das cidades não é papel somente dos governos; é responsabilidade também de empresas e da população. Há, inclusive, várias iniciativas que podem partir de cada pessoa, no próprio bairro, no trajeto para o trabalho e até mesmo em passeios e viagens.

(Fonte: Pixabay)

Usar meios de transportes alternativos
Bicicletas, patinetes e até skates são alternativas ao uso do carro. Nos deslocamentos até o trabalho, para motivar o uso desses transportes, as empresas podem criar incentivos, além de disponibilizar espaços como bicicletários e vestiários.

Promover, apoiar e utilizar a carona solidária
Esse é um conceito que consiste no deslocamento de pessoas que fazem sempre o mesmo trajeto em um único veículo. A carona solidária é até mesmo uma forma de viagem, e existem aplicativos específicos para que as pessoas dividam o transporte e as despesas. A prática tira veículos das ruas, ajuda a melhorar o trânsito e diminui a emissão de poluentes.

Participar da gestão democrática do município ou da comunidade
De acordo com a Pesquisa Nacional de Mobilidade Urbana (Pemob) de 2018, desenvolvida pela Secretaria Nacional de Mobilidade e Serviços Urbanos (Semob), do Ministério do Desenvolvimento Regional, é garantido ao cidadão participar da política local de mobilidade urbana. Isso pode ser feito por meio de ouvidorias, consultas públicas, órgãos colegiados ou quaisquer outros meios de comunicação e avaliação de serviços e infraestrutura oferecidos pela gestão pública.

Assumir sua responsabilidade
Uma das iniciativas mais importantes e decisivas para a mudança de atitude é assumir que se é parte do problema; não é só o outro que deve buscar formas alternativas de deslocamento. A pessoa que está em um engarrafamento, por exemplo, é tão responsável quanto qualquer outra na mesma situação.

Valorizar e incentivar os negócios e as facilidades locais
Fazer compras e usar agências bancárias do próprio bairro são exemplos de ações que fazem a diferença quando se trata de mobilidade.

Trabalhar remotamente se houver a opção
Se a empresa oferece a possibilidade de trabalho remoto, optar por essa modalidade nem que seja apenas em parte da semana é uma forma de não enfrentar horas de trânsito diariamente. Além disso, é um modo de contribuir com a ideia de menos carros circulando nas ruas.

(Fonte: Pixabay)

Quem cuida de que na mobilidade urbana

Uma das ações que fazem a diferença no papel do cidadão como agente de mudanças é cobrar dos órgãos responsáveis soluções para os problemas de mobilidade na comunidade, no bairro ou na cidade — sobretudo sabendo de quem cobrar o quê.

Entender o que é da alçada de cada governo facilita isso.

Governo federal
É o governo federal quem define as regras de trânsito que compõem o Código de Trânsito Brasileiro e a Política Nacional de Mobilidade Urbana. É também quem mantém e constrói estradas federais e amplia o transporte rodoviário.

Governo estadual
Os estados são responsáveis pela integração dos meios de transportes a todas as cidades. Também é de sua alçada a ampliação das linhas de transporte interestaduais, metrôs e trens. A fiscalização e a administração do trânsito de veículos também é da esfera estadual, por meio dos departamentos de trânsito (Detrans).

Governos municipais
Às prefeituras e a seus órgãos cabe à administração e à ampliação de linhas de transporte municipais, corredores, ciclovias, sinalização e fiscalização de trânsito dentro da cidade.

Gostou? Compartilhe!