Mobilidade urbana sustentável: a chave para o futuro das cidades

17 de março de 2020 3 mins. de leitura
A sustentabilidade surge como uma das principais pautas para revolucionar a mobilidade e aumentar a qualidade de vida nos centros urbanos

Em 2015, os países participantes da Organização das Nações Unidas (ONU) decidiram se mobilizar para transformar a sociedade. Desse ímpeto surgiram os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), que visam à redução da pobreza, ao combate às mudanças climáticas, ao cuidado com o meio ambiente e à promoção do bem-estar.

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Segundo estimativas da própria ONU, 90% da população devem se concentrar em metrópoles até 2050. Com esse crescente aumento dos índices populacionais nos centros urbanos, não é à toa que um dos ODS trate da necessidade de implementar medidas para construir cidades e comunidades mais sustentáveis. Um ponto-chave do ODS número 11 passa pela modernização de algo muito relevante: a mobilidade urbana.

De acordo com um estudo publicado pelo Instituto de Energia e Meio Ambiente (Iema), em 2017, os automóveis eram responsáveis por 72,6% das emissões de gases do efeito estufa (GEE) nas cidades, impactando o aquecimento global. Um dos exemplos desse problema na mobilidade urbana atual está na cidade de São Paulo. Os dados do Iema apontam que, na capital paulista, os carros levam 30% dos passageiros locais, mas são responsáveis por 73% de GEE.

Portanto, pensar na aplicação da sustentabilidade na mobilidade urbana se transformou em uma enorme necessidade para aumentar a qualidade de vida nas grandes cidades. Na tentativa de diminuir os níveis de emissão de gás carbônico (CO2) na atmosfera, é importante que iniciativas como o aumento da frota de carros elétricos e a readequação do transporte público surjam como alternativas para o futuro das metrópoles.

Transformando a mobilidade brasileira

No Brasil, alguns projetos chamam atenção por aplicarem os conceitos de sustentabilidade na mobilidade urbana. Nos anos 1980, a cidade de Curitiba (PR) deu os primeiros passos para inovar no transporte público. A criação de vias exclusivas para ônibus e de terminais integrados, nos quais passageiros podem fazer a transferência de locomoção pagando uma única passagem, foi essencial para transformar o trânsito da capital paranaense.

Chamada de ônibus de trânsito rápido (BRT), a iniciativa serviu como modelo para que outras cidades do Brasil pensassem em formas de fomentar o transporte público local. Além de Curitiba, 101 municípios já apresentam projetos iguais ou similares.

Outra pioneira em território brasileiro é a cidade de Fortaleza (CE), onde surgiram os Veículos Alternativos para Mobilidade (Vamo). O projeto oferece 20 carros elétricos em 5 pontos de distribuição, nos quais os usuários pagam uma tarifa para poderem utilizar os veículos totalmente não poluentes por um período específico.

Dia Mundial Sem Carro

(Fonte: Pixabay)

O dia 22 de setembro é conhecido como o Dia Mundial Sem Carro, no qual alguns países incentivam seus habitantes a deixarem de lado a utilização de carros para dar espaço a outras opções, como bicicletas e transporte público. A ideia nasceu na França, em 1997, e logo chegou a outros países da União Europeia; no Brasil, a data é celebrada desde 2001 por alguns grupos ativistas.

Além de ser uma causa muito representativa para a mobilidade urbana sustentável, o Dia Mundial Sem Carro combate a individualidade nos meios de locomoção e faz um alerta para os aparatos do governo sobre a necessidade de criação de recursos que incentivem a diminuição dos índices de poluição causados pelas grandes metrópoles.

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