Nova gasolina: o que mudou desde que ela chegou ao Brasil?

3 de setembro de 2021 3 mins. de leitura
A nova gasolina apresenta mudanças significativas que impactam o dia a dia dos brasileiros

Recentemente, a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) publicou novas especificações para a gasolina brasileira por meio da resolução  807/20. O documento entrou em vigor no dia 3 de agosto. No entanto, a ANP estipula um prazo de adequação de 60 dias para distribuidores e 90 dias para revendedores. 

Desde então, os consumidores passaram a observar algumas mudanças no abastecimento dos seus veículos. Confira 5 das principais delas.

1.  Aumento no valor do litro

O valor alto do dólar também está entre os motivos que constituem o atual preço do combustível. (Unsplash/Reprodução)
O valor alto do dólar também está entre os motivos que constituem o atual preço do combustível. (Unsplash/Reprodução)

A gasolina nunca esteve tão cara no Brasil. Isso é resultado de uma série de fatores, sendo um deles, o refino do novo combustível. Apesar de não ter especificado quanto o recém processo deve impactar no bolso dos motoristas, a Petrobras afirma que a diferença será compensada com o aumento no rendimento do consumo. 

2. Menor consumo do combustível

Segundo a Petrobras, a redução no cosumo do combustível irá variar entre 4% e 6%, dependendo do veículo utilizado. (Unsplash/Reprodução)
Segundo a Petrobras, a redução no cosumo do combustível irá variar entre 4% e 6%, dependendo do veículo utilizado. (Unsplash/Reprodução)

A nova gasolina possui maior densidade energética quando comparada à anterior. Isso fornece mais energia para os motores, permitindo que o carro consiga percorrer determinada distância utilizando menos combustível. 

No entanto, os motoristas que possuem carros mais velhos podem sentir o impacto de forma mais tímida, visto que normalmente motores mais antigos podem ser menos potentes ou trazerem o carburador acoplado. 

3. Abastecer se tornou mais confiável

Apesar da fórmula química da gasolina ser uma mistura de hidrocarbonetos, alguns deles podem trazer sérios prejuízos para os motores dos carros. (Unsplash/Reprodução)
Apesar da fórmula química da gasolina ser uma mistura de hidrocarbonetos, alguns deles podem trazer sérios prejuízos para os motores dos carros. (Unsplash/Reprodução)

Abastecer no Brasil se tornou mais confiável com a advento da nova gasolina. Antes, a ANP não determinava um padrão mínimo para a massa específica do combustível. No entanto, agora ele ficou em 715 kg/m³ e não oferece mais riscos de perder a qualidade durante o processo de mistura. 

Todavia, o consumidor ainda deve procurar por postos de abastecimento conhecidos e com boas referências, visto que alguns estabelecimentos ainda podem adulterar o combustível com outros hidrocarbonetos.

4. O combustível ajudará o veículo a longo prazo

De forma geral, as principais mudanças na nova gasolina tendem a beneficiar os consumidores no curto e longo prazo. (Unsplash/Reprodução)
De forma geral, as principais mudanças na nova gasolina tendem a beneficiar os consumidores no curto e longo prazo. (Unsplash/Reprodução)

A nova gasolina possui uma octanagem maior, fixada em 92 octanas RON. Isso permite que nos motores dos automóveis não aconteça a famosa “detonação” durante a mistura do ar com o combustível.  

Normalmente, os carros modernos já possuem um sistema inteligente para evitar o fenômeno, porém esses sistemas podem comprometer a performance do veículo e implicar no aumento do consumo.

5. A nova gasolina emite menos gases poluentes

Segundo a Nasa, atualmente a concentração de gases de efeito estufa na atmosfera está em 411 ppm (partes por milhão). (Unsplash/Reprodução)

Oferecendo maior potência para os motores, a nova gasolina emite menos gases poluentes na atmosfera, já que o motorista poderá percorrer maiores distâncias utilizando menos combustível. Apesar de ainda contribuir para a poluição, essa é uma boa notícia para o combate ao aquecimento global.Fonte: Carboroil.

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