5 Soluções de transporte público que são referências mundiais

8 de abril de 2020 4 mins. de leitura

O modo com as pessoas se locomovem nas cidades influencia diretamente a economia da cidade

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Entraves na mobilidade urbana não precisam ser problemas intratáveis. Há exemplos de soluções no mundo todo que, de maneira acessível, resolveram questões bastante complexas nessa área e se tornaram referências internacionais.

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Algumas tecnologias de transporte público são bem maduras (como a integração de modais, o BRT e o monotrilho automático), enquanto outras ainda estão na fase embrionária, como o transporte coletivo sob demanda. Confira algumas propostas.

1. Cartão Octopus, de Hong Kong

(Fonte: Shutterstock)‌‌

O transporte público de Hong Kong é considerado um dos melhores do mundo. Mais de 75% das moradias e 94% dos locais de trabalho estão a 1 quilômetro de uma estação de metrô. A base é o transporte ferroviário pesado, representando 37% das viagens, complementado com trens leves na região noroeste e bondes principalmente ao lado norte de Hong Kong.

Por volta de 95% dos 7,4 milhões de habitantes de Hong Kong utilizam o cartão Octopus, uma espécie de cartão de Bilhete Único superampliado. O Octopus integra modais de transporte público, como ônibus, metrô, trem de alta velocidade e de longa distância, bonde e barco. O cartão também é aceito em aproximadamente 3 mil estabelecimentos e pode ser utilizado para comprar alimentos e pagar estacionamentos, além de dar acesso a empresas e edifícios públicos, como hospitais, escolas e bibliotecas.

2. Transporte público integrado em Curitiba

(Fonte: Shutterstock)

O embrião para a formação da Rede Integrada de Transporte Coletivo de Curitiba, que atende a região metropolitana da capital paranaense, foi a experiência premiada internacionalmente da cidade com o Bus Rapid Transit (BRT), implantado na década de 1970. O BRT foi copiado por cidades do mundo todo e instalado em São Paulo no final do século passado.

O sistema em Curitiba é composto por corredores expressos de ônibus, que são ligados por terminais de integração de transporte urbano ao sistema de ônibus interbairros e linhas alimentadoras. Em 2019, a rede transporte teve quase 400 milhões de passageiros, com uma frota de mais de 1,2 mil ônibus circulando diariamente.

(Fonte: Shutterstock)

3. Sistema Metroviário de São Paulo

O sistema metroviário de São Paulo ultrapassou, no fim de 2019, a marca simbólica de 100 quilômetros de malha. O número foi alcançado graças ao acréscimo de 12,9 quilômetros de monotrilhos da Linha 15-Prata.

Ainda que cercado de críticas pela demora em sua construção e pelo custo elevado, o monotrilho de São Paulo conseguiu atrair o público da Zona Leste que utilizava ônibus. O projeto do monotrilho paulistano pretende ser o modal de maior capacidade do mundo — podendo transportar até 48 mil pessoas por hora/sentido quando estiver completo, com seus 26  quilômetros de extensão.

Essa solução reduz a necessidade de desapropriações, pois colunas com 12 metros a 15 metros de altura ficam no canteiro central de avenidas por onde o trem vai passar. Os trilhos são feitos de concreto, com vigas de 30 toneladas, preenchidas por isopor. Os veículos são feitos com ligas de alumínio e equipados com motores de ímã refrigerados a água. A composição pode atingir 80 km/h, velocidade maior que a de metrôs e trens.

4. Acessibilidade em Cingapura

(Fonte: Shutterstock)

Cingapura aumentou a acessibilidade do sistema de transporte rápido em massa, abriu mais ciclovias e está lançando um serviço de veículos elétricos compartilhados, entre outras iniciativas. Em 2013, as tarifas foram revisadas e novas medidas foram introduzidas, como um desconto de 15% nas tarifas para trabalhadores com baixos salários, viagens gratuitas para crianças e sete outras concessões, beneficiando mais de 1 milhão de passageiros. A cidade fez parceria com empresas de tecnologia — como Citymapper, Google, Hugo e Quantum — para desenvolver novos planejadores de viagem aprimorados, com sugestão de rotas intermodais de transporte público.

5. Mobilidade sem motor em Paris

(Fonte: Shutterstock)

Paris baniu os carros de várias ruas e distritos. Em 2016, 2,4 quilômetros do cais do rio Sena, uma importante via de acesso, foram fechados aos automóveis, e o plano é expandir ainda mais as zonas livres de carros. A cidade se comprometeu em focar a mobilidade urbana em pedestres e bicicletas e também conta com um dos sistemas de metrô mais densos do mundo, com 245 estações.

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