Como é a mobilidade urbana em Tóquio?

13 de novembro de 2020 4 mins. de leitura
Cidade é uma das maiores do mundo e tem estruturas que atribuem mais fluidez aos deslocamentos e fomentam a mobilidade a ativa

Letreiros iluminados, ruas amplas e movimentadas: Tóquio é isso e muito mais. A capital do Japão tem urbanismo bastante característico cuja estrutura única contempla uma mobilidade urbana bem planejada.

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Medidas que olhem com carinho para pedestres não são incomuns: de ruas compartilhadas a viadutos pensados para quem circula a pé, o ir e vir na cidade tem propostas que são um prato cheio para a mobilidade ativa, que está em ascensão no mundo inteiro desde o início da pandemia de coronavírus. 

Mobilidade para pedestres

Estrutura urbanística de Tóquio favorece circulação de pedestres. (Fonte: Shutterstock)
Estrutura urbanística de Tóquio favorece circulação de pedestres. (Fonte: Shutterstock)

Diferentemente do que em geral se vê em grandes cidades como Londres (Inglaterra) ou São Paulo, Tóquio tem inúmeras ruas em que a calçada e a faixa de rolamento ficam no mesmo nível e no mesmo calçamento. Há quem diga que divisões assim são arriscadas, mas a questão é que lá a ideia não apenas funciona como também torna as ruas ainda mais seguras, já que o fluxo é submetido a um ritmo mais lento, e a atenção de quem circula pela faixa de rolamento e pela calçada é ainda maior.

Outro ponto-chave que amplia o acesso à cidade para quem caminha é a revitalização da parte inferior dos viadutos. A título de comparação, na maioria das cidades brasileiras, o pedestre muitas vezes tem medo de passar por baixo dos viadutos, e em alguns casos não há sequer uma área por onde transitar.

Quais são as vantagens dos estacionamentos rotativos?

A capital japonesa oferece nessas áreas galerias comerciais, e com isso toda a região ao redor é ativada com boa iluminação e fluidez. Isso dá vida ao espaço em um movimento que é um verdadeiro convite à caminhabilidade.

Fluidez nos deslocamentos

Zoneamento por classes de incomodidade torna o ir e vir na cidade mais fluido. (Fonte: Shutterstock)
Zoneamento por classes de incomodidade torna o ir e vir na cidade mais fluido. (Fonte: Shutterstock)

E não são apenas os pedestres que ganham com o urbanismo de Tóquio. Um exemplo de medida que facilita o deslocamento de maneira geral é o chamado zoneamento por classes de incomodidade, uma proposta em que não se separa áreas comerciais de residenciais.

Essa perspectiva está presente em boa parte das vias da metrópole. Quais são as vantagens disso? Ruas mais vivas, movimentadas e seguras durante todo o dia e deslocamentos mais curtos, já que muita gente pode morar mais perto do trabalho.

Transporte coletivo

Não é por acaso que turistas optam por conhecer a capital japonesa circulando de transporte coletivo. A estrutura de trens, metrôs e ônibus, além de muito eficiente, é relativamente acessível. O cálculo do ticket do ônibus é feito com base na distância a ser percorrida pelo passageiro: no momento do embarque, a pessoa adquire um bilhete e, durante o trajeto, um letreiro indica a próxima parada e o valor da tarifa referente a ela; quando desembarca, o indivíduo devolve o ticket na máquina e insere o valor da viagem.

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Pontual e preciso, o metrô de Tóquio é outro exemplo da eficiência da mobilidade urbana da cidade. Com 13 linhas e cerca de 300 estações em mais de 195 quilômetros de pista, ele transporta mais de 10 milhões de pessoas todos os dias. E é possível ampliar ainda mais essa infraestrutura.

De acordo com a Kyodo News, uma agência de notícias do Japão, entre as futuras melhorias previstas pelo governo central e pelo governo metropolitano de Tóquio estão a instalação de redes Wi-Fi em todos os trens e plataformas e a construção de mais estações e banheiros públicos.

Fonte: Mundo Nipo, Made in Japan, Caos Planejado

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