Mobylette da Caloi é relançada em versão elétrica

18 de junho de 2022 3 mins. de leitura
Veículo que foi “febre” nos anos 1980 ganha versão elétrica; conheça as regras para circular dentro da lei com a Mobylette

A Caloi, marca de bicicletas cuja história se confunde com a de veículos no Brasil, relançou o seu ciclomotor de maior fama: a Mobylette. O veículo foi sucesso no surgimento de ciclomotores no País na década de 1970, permanecendo em produção por mais de 20 anos. Inicialmente, o modelo era equipado com um motor movido a gasolina; agora, ele foi substituído por um motor elétrico movido a bateria de lítio.

A nova versão mantém o modelo original do quadro, mas em uma versão mais econômica e sustentável. O motor tem 350 watts (W) de potência, que podem ser acionados pela pedalada ou pelo acelerador integrado ao display do veículo. A nova Mobylette alcança até 25 quilômetros por hora (km/h), e a bateria dela tem autonomia de 30 quilômetros (km).

Novo modelo da Mobylette mantém design original mas se atualiza para os novos tempos. (Fonte: Caloi/Divulgação)
Novo modelo da Mobylette mantém design original, mas atualizado para os novos tempos. (Fonte: Caloi/Divulgação)

Afinal, a Mobylette é bicicleta ou ciclomotor?

Apesar de ser muito similar a uma bicicleta elétrica, a Mobylette é oficialmente categorizada como um ciclomotor. Isso porque a Resolução nº 934/2022 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran), publicada em março de 2022, atualizou algumas regras para a circulação de ciclomotores. Agora, os veículos elétricos que contam com acelerador e atingem determinados limites de potência e velocidade são considerados ciclomotores.

Para que um veículo seja classificado como bicicleta elétrica, é preciso que o motor só funcione com o pedal assistido, quando um sistema auxiliar o aciona para ajudar o condutor a pedalar. Além disso, as bicicletas elétricas devem ter motor de potência máxima de 350 W e velocidade máxima de 25 km/h.

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Regras para a circulação

Sendo oficialmente considerado um ciclomotor, é preciso que o veículo e o condutor sigam uma série de regras para circular. É necessário ter Carteira Nacional de Habilitação (CNH) de categoria A ou Autorização para Condução de Ciclomotor (ACC) para pilotar o modelo. Quem for pego dirigindo sem esses documentos deve receber multa de R$ 880,41, além de ter o veículo apreendido.

Desde 2015, condutores de ciclomotores devem seguir legislação semelhante as das motocicletas para circular. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Desde 2015, condutores de ciclomotores devem seguir legislação semelhante à das motocicletas para circular. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Desde 2015, com a Lei nº 13.154/2015, os ciclomotores passaram a ter as mesmas cobranças legais de uma motocicleta. Por isso, o veículo deve ser emplacado e estar com a documentação em dia.

Assim, a Mobylette precisa seguir todas as regras de circulação de um veículo ciclomotor, e o condutor deve utilizar capacete, bem como portar a documentação que o permite estar na direção. Como a velocidade máxima é baixa, o veículo deve circular pela faixa da direita; além disso, não pode trafegar em rodovias e vias com velocidade máxima acima de 60 km/h.

Como qualquer ciclomotor, a Mobylette é proibida de rodar em calçadas e ciclovias, espaços destinados exclusivamente a pedestres, bicicletas, patins, skates, patinetes e outros veículos elétricos.

Quer saber mais? Confira aqui a opinião e explicação dos nossos parceiros especialistas em Mobilidade.

Fonte: Caloi, Detran/PR, Detran-SP, Mobilize, Contran.

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