Proibição de patinetes elétricos: entenda a questão

26 de dezembro de 2019 3 mins. de leitura
Os patinetes elétricos se tornaram populares em várias cidades do mundo, mas a falta de regulamentação tem causado muitos transtornos

Nos últimos anos, os patinetes elétricos começaram a invadir as ruas de diversas cidades. Mesmo considerando que esse meio de transporte rapidamente conquistou admiradores e se mostrou bastante prático, muitas localidades ainda não estavam preparadas para regulamentar o uso pela população nem a atuação das empresas.

(Fonte: Shutterstock)

Proibições pelo mundo

As regras para o uso dos patinetes elétricos variam de acordo com o lugar. Em Londres (Inglaterra), por exemplo, a proibição está relacionada com a falta de regras claras de abrangência nacional, envolvendo todas as vias públicas, ciclovias e calçadas — embora isso não tenha impedido os britânicos de transitarem com os patinetes nas três.

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Desde outubro, o Reino Unido agregou mais uma exigência à lista: fabricantes devem colocar avisos de segurança nas embalagens dos equipamentos — e essa decisão foi tomada após um acidente com uma influenciadora digital. Já os prejuízos para quem descumprir as determinações envolvem a perda de seis pontos na carteira de motorista e uma multa de 300 euros.

Nos Estados Unidos, a moda dos patinetes elétricos se espalhou rapidamente de costa a costa, mas uma cidade ficou de fora: Nova York. Por lá, qualquer tipo de transporte motorizado e feito para o usuário transitar em pé é proibido. Reportagens da imprensa local, incluindo algumas publicações do The New York Times, apontam que os políticos da cidade se mostram um pouco contrários a promover mudanças nas leis.

Alguns justificam citando a própria construção da cidade: a presença de muitos carros e as ruas estreitas, além da quantidade enorme de pessoas nas calçadas, são os pontos mais críticos. Com isso, liberar o uso de patinetes elétricos seria um motivo extra de preocupações envolvendo a segurança de todos.

Em Nova York, é muito fácil adquirir os equipamentos motorizados, porém qualquer policial que veja um cidadão fazendo uso deles pode detê-lo. E a cidade ainda associou o uso a um aumento significativo do número de visitas aos setores de urgência dos hospitais, embora haja dados apontando que mais da metade dos feridos estava bêbada ou sem capacete no momento dos acidentes.

As proibições se estendem por diversas regiões do mundo. Alemanha, França, Uruguai e Austrália são países que têm algum tipo de restrição nesse sentido.

Pressão pelos patinetes

De um lado estão as proibições; do outro, as ações movidas pelas empresas de aluguel apoiadas pelos próprios clientes. O que todos os debates evidenciam é que existe uma real necessidade de mudança nas cidades, para avaliar uma forma que permita aliar as leis locais e nacionais como esse novo cenário de transporte urbano.

O problema é que encontrar um ponto de equilíbrio para o uso dos patinetes elétricos parece ser algo que ainda está um pouco longe de se tornar concreto. Afinal, são três frentes de atuação: usuários, empresas fabricantes e de aluguel e leis. Como foi uma “moda que pegou”, é bem provável que mais e mais pessoas e legisladores se voltem para esse assunto para propor uma solução benéfica para todos.

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Fonte: The Verge.

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