VLP: entenda mais sobre o projeto de motorização elétrica sobre pneus

11 de maio de 2020 4 mins. de leitura
Alternativa para sistemas de transporte, veículo leve sobre pneus é utilizado em esquemas de mobilidade urbana na Europa e China

Em 2015, o então governador do Paraná, Beto Richa, foi até Paris (França) para conhecer mais sobre o veículo leve sobre pneus (VLP), modelo adotado pela cidade. Na época, o político buscava inovações para o sistema de transporte das cidades paranaenses e observou a plataforma administrada pela empresa francesa NTL como uma possível solução para a mobilidade urbana brasileira.

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O VLP é um tipo de transporte com motorização elétrica guiado por um trilho central que fica sob o pavimento das vias públicas. Em resumo, trata-se de uma versão do veículo leve sobre trilhos (VLT), mas com a utilização de pneus.

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A NTL, em 2015, reuniu-se com a Prefeitura de Curitiba para apresentar as propostas de adequação da cidade para receber o VLP. De acordo com a empresa, esse sistema traria inúmeras vantagens em comparação ao ônibus de trânsito rápido (BRT), tão utilizado no Brasil.

Segundo os franceses, o VLP comporta 25 mil passageiros por hora com custeamento reduzido, visto que o modal tem tamanho 75% menor em comparação ao metrô tradicional e com instalação três vezes mais rápida. Além disso, oferece maior espaço interno para os passageiros, pontualidade no cronograma e rodagem suave.

VLP pelo mundo

(Fonte: NTL/Divulgação)
(Fonte: NTL/Divulgação)

Na última década, várias cidades adotaram o VLP como um dos modais. Na França, além de Paris, Clermont-Ferrand implantou o sistema em 2006, e Caen o utilizou até 2019, quando substituiu o VLP pelo VLT. Outro país da Europa a adotar o transporte leve sobre pneus foi a Itália; em 2007, Pádua anunciou o funcionamento das primeiras linhas de VLP e foi seguida por Mestre-Veneza em 2010.

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Produzidos pela NTL, os VLPs circulam em grande quantidade também no território asiático. Nas cidades de Tianjin e Xangai, o sistema funciona desde 2007 e 2009, respectivamente. Entre as vantagens do VLP está a sua grande capacidade de vencer aclives, fazendo com que o veículo consiga se locomover em inclinações de até 13%. Também é um modal que convive bem com outros, visto que consome menos espaço de solo e libera áreas para pedestres e ciclistas.

A acessibilidade é, ainda, um ponto forte desse transporte. Com seu piso baixo nivelado ao acesso da plataforma, cadeirantes e passageiros com deficiências têm maior conforto e facilidade para acessar e utilizar o veículo.

América do Sul

(Fonte: NTL/Divulgação)
(Fonte: NTL/Divulgação)

Em 2016, o então presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, participou da cerimônia de inauguração do que seria o primeiro sistema de VLP da América do Sul. No fim de outubro daquele ano, a cidade de Medelín recebeu uma linha do sistema com comprimento de 4,3 quilômetros e nove estações em operação.

Os veículos foram produzidos por um consórcio com participação de 50% da Alstom, empresa-mãe da NTL. Em um primeiro momento, a cidade recebeu 12 VLPs com 39 metros de comprimento.

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As autoridades colombianas estimaram que o serviço poderia atender a cerca de 85 mil passageiros por dia, operando em uma velocidade média de 30 quilômetros por hora. Com a adição do VLP, a Colômbia pretendia reduzir os lançamentos de CO2 na atmosfera em até 7 mil toneladas por ano, o que representaria um grande impacto ambiental.

Além do VLP, Medelín conta com 38,1 quilômetros de rede de metrô, que opera com duas linhas. Atendendo a cerca de 500 mil pessoas por dia, os sistemas de metrô e VLP passaram a ser interligados, oferecendo maior versatilidade de transporte para os cidadãos.

Fonte: NLT, Mobilize, PressReader

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