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Novas tecnologias reduzem o custo do transporte urbano

O custo do transporte no Brasil vem aumentando nas últimas décadas ao mesmo tempo em que inovações surgem para tornar o deslocamento urbano mais barato e eficiente. Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) verificou que entre 1995 e 2008 houve aumento das tarifas de transporte público em

O custo do transporte no Brasil vem aumentando nas últimas décadas ao mesmo tempo em que inovações surgem para tornar o deslocamento urbano mais barato e eficiente. Um levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) verificou que entre 1995 e 2008 houve aumento das tarifas de transporte público em percentual aproximado de 60% acima da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC).

Dados da Agência Nacional de Petróleo indicam que entre 2013 e 2019 o preço médio do diesel teve aumento de 20% acima da inflação. Enquanto o álcool aumentou 12%, a gasolina subiu 13% e o gás natural veicular (GNV), 24%.

O uso de tecnologias como telemetria, inteligência artificial e Internet das Coisas (IoT) tem a capacidade de coletar, armazenar e processar uma quantidade de informação cada vez maior e de maneira mais rápida. Isso pode acelerar as transformações na mobilidade e reduzir o preço do transporte; no entanto, pequenas inovações no mobiliário urbano, como o empréstimo de bicicletas, podem ressignificar o deslocamento urbano de baixo custo.


Telemetria no sistema urbano

(Fonte: Shutterstock)

O sistema de telemetria é utilizado para realizar o monitoramento em tempo real de ônibus urbanos no Brasil. Serve também para fazer o controle da jornada dos motoristas, evitar infrações por excesso de velocidade e proporcionar o aviso de chegada nos pontos de ônibus. O sistema está presente em capitais como Porto Alegre (RS), Goiânia (GO), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), além de algumas cidades do interior.

Um estudo publicado em 2018 pelo Instituto de Transporte e Logística estima que o uso de telemetria nos ônibus BRT do Rio de Janeiro gerou uma economia de consumo de combustível de 16% em comparação aos ônibus com o sistema. Esse esquema, no entanto, é mais difundido nos transportes sobre trilhos, como metrô, trens e VLT. A tecnologia permite, inclusive, a operação de veículos sem o motorista embarcado, como acontece na Linha 4 – Amarela do metrô de São Paulo.

Ônibus com IA e IoT

IoT para definir a rota das linhas de ônibus. O algoritmo, fornecido pela Alipay, braço da Alibaba, processa os pedidos dos passageiros por meio de um aplicativo e calcula o número de ônibus necessários na linha e o melhor trajeto para todos os clientes.

Segundo a Alipay, a tecnologia reduz o custo do transporte para o passageiro em 10% e diminui o tempo da viagem em até 30%. Os passageiros também podem reservar um assento quando compram o bilhete com antecedência.

Bicicletas compartilhadas

(Fonte: Shutterstock)

Pedalar é uma atividade que ajuda a melhorar a saúde, a gastar menos tempo no trânsito e se deslocar pela cidade com custo mais baixo. Além de não emitir poluentes, o modal facilita os deslocamentos de primeiro e último quilômetros quando tem integração com o sistema público de transporte coletivo. Mesmo quem não tem bicicleta própria pode usar o modal por aluguel em opções compartilhadas.

No Brasil, o Rio de Janeiro foi pioneiro na implantação do modelo de bicicletas compartilhadas há mais de 10 anos e tem 2,6 mil unidades disponíveis para alugar. O serviço em São Paulo registra mais de 1 milhão de viagens de bike alugadas por mês. Além disso, pelo menos 14 capitais já têm serviços de veículos compartilhados.

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