Recife, o pior trânsito do País e o 3º da América do Sul

Recife, o pior trânsito do País e o 3º da América do Sul
A mobilidade local é afetada por constantes engarrafamentos e tempo extra nos trajetos

No Brasil, quando se pensa em congestionamento, a capital São Paulo rapidamente vem à mente, afinal é a maior cidade do País. Mas, de acordo com a TomTom Traffic Index, que fornece dados estatísticos sobre os níveis de congestionamento no mundo, Recife é a cidade brasileira que mais sofre com o trânsito conturbado. Quando ampliamos a análise para a América do Sul, a capital pernambucana se enquadra em terceiro lugar — mundialmente, em décima colocação no ranking.

Além da TomTom, o aplicativo de transporte urbano 99 realizou um levantamento para mapear os congestionamentos nas cidades brasileiras; mais uma vez, Recife aparece na liderança, seguida de Porto Alegre (RS) e Belém (PA). O motivo? Uma viagem entre 7h e 10h da manhã ou entre 17h e 20h pode demorar, em média, de 81% a 102% mais tempo do que em situações de tráfego “normal”.

(Fonte: Shutterstock)

Entre os fatores que fazem do trânsito de Recife o décimo pior do mundo estão aumento populacional e falta de planejamento das ruas da cidade, que não conseguem comportar o grande volume de veículos. Fundada em 1537, a cidade lida com um grave problema de espaço, pois não tem ruas largas, projetadas para o fluxo intenso da rotina da população.

Segundo os números da Base de Dados do Estado de Pernambuco, Recife tinha, em 2018, uma frota de mais de 699 mil veículos. A estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) é de que em 2019 a população da capital alcance mais de 1,6 milhão de pessoas. Esse número alerta para o grande fluxo de carros e pessoas, mas há também a circulação de moradores das cidades vizinhas, que formam a região metropolitana de Recife e totalizam cerca de 1,3 milhão de veículos e aproximadamente 4 milhões de habitantes.

(Fonte: Shutterstock)

Em 2015, a prefeitura de Recife começou a elaborar uma nova estratégia de mobilidade, que foi iniciada com a promoção de audiências públicas para ouvir as demandas da comunidade. O plano será estruturado com a implementação de 30 programas de ação, entre eles a expansão das faixas de ônibus e da rede cicloviária e a melhoria das condições das calçadas. As propostas que ainda estão sendo estudadas incluem pedágio urbano, rodízio de veículos e restrição de circulação.

Como estão em fase de análises e elaborações, os projetos não têm data para serem iniciados.

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Fontes: TomTom, 99.

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