Startup ganha fama com serviço de reboque de patinetes elétricos

Startup ganha fama com serviço de reboque de patinetes elétricos
Obstrução de patinetes dockless em vias de trânsito levou uma dupla de empresários da Califórnia a criar o serviço gratuito de recolhimento dos equipamentos

Os patinetes elétricos dockless estão cada vez mais populares em todo o mundo por serem mais uma alternativa de transporte simplificada e moderna de empresas como Lime, Bird, Lyft e Uber.

Uma das vantagens desse modelo de serviço é seus usuários poderem deixar os veículos em "qualquer lugar" após o passeio.

Contudo, justamente essa comodidade tem sido motivo de insatisfação de donos de comércios e moradores de algumas localidades em que as scooters estão disponíveis. Isso porque os dispositivos passaram a bloquear calçadas, entradas de estabelecimentos e outras vias de acesso.

A solução para o problema foi encontrada pela dupla de empresários Dan Borelli e John Heinkel, de San Diego (Califórnia). Eles criaram um serviço chamado ScootScoop, que funciona como uma espécie de reboque de patinetes elétricas: os equipamentos são recolhidos e armazenados em um pátio próprio mantido com sistema de segurança.

Para recuperá-los, as empresas proprietárias precisam pagar uma taxa e uma multa diária, caso os meios de transporte permaneçam no estacionamento da startup.

(Fonte: Unsplash)

Demanda crescente

A startup de Borelli e Heinkel tem se expandido a partir da indicação de moradores e donos de estabelecimentos. Com isso, o serviço, que funciona todos os dias da semana, registrou em agosto o recolhimento de mais de 12,5 mil patinetes em San Diego desde quando foi implementado, em janeiro de 2019.

A solicitação do reboque é feita de modo gratuito via app, e a empresa se mantém com a taxa de US$ 30 e multa diária de US$ 2 emitidas para as empresas que comandam os aluguéis das scooters. Ainda assim, o negócio não é rentável, pois muitas proprietárias se recusam a pagar para ter seus veículos de volta.

Ao jornal The San Diego Union Tribune, a dupla relatou no início do ano que o ScootScoop apresentava uma demanda crescente, em especial porque muitos usuários das soluções da Lime, Bird, Lyft e Uber não se preocupavam com o local em que deixavam os veículos.

Segundo os empresários, eles já retiraram patinetes de locais inadequados, como telhados de residências, latas de lixos e sob carros estacionados.

(Fonte: Unsplash)

Polêmica e processos

Apesar de bem recebido pelos moradores de San Diego, o ScootScoop não é unanimidade entre as proprietárias de patinetes dockless. Exemplo disso é a Lime e a Bird terem processado o serviço de reboque, acusando-o de "roubar" seus veículos.

Borelli e Heinkel declaram que o estado da Califórnia assegura a eles o direito de recolher os equipamentos quando estacionados em espaços particulares.

No início do ano, dirigentes do município de San Diego também criaram regulamentações sobre o local em que as patinetes elétricas deveriam ficar após o uso. Foi determinado que, pelo menos no centro da cidade, elas devem ser deixadas em estacionamentos específicos para não obstruírem as vias.

Mesmo assim, segundo o site The Verge, a Bird chegou a quitar US$ 40 mil de taxa para recuperar suas scooters, mas passou a interpretar que a ação da ScootScoop é ilegal e por isso deixou de pagar as faturas seguintes.

A Lime, por sua vez, tentou um acordo com o serviço de recolhimento, mas nunca chegou a fechá-lo e também permanece sem pagar as faturas do serviço de reboque.

Borelli e John Heinkel afirmaram ao The Verge que não são contra o serviço de aluguel de patinetes; pelo contrário, declararam a intenção de trabalhar em conjunto com as empresas.

Mas, por enquanto, os rumos das duas soluções continuam na justiça, e até que o processo tenha um veredito a dupla pretende leiloar algumas patinetes que não forem pagas para devolução

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Fontes: The Brief, The Verge.

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