As diferenças entre células de combustível e baterias elétricas

18 de janeiro de 2021 3 mins. de leitura
Células de combustível auxiliam na produção energética de veículos

As baterias elétricas e as células de combustível estão entre as principais fontes de energia de veículos sustentáveis. Mas qual é a diferença entre elas? Especialistas da área explicam as características de cada tecnologia, oferecendo possibilidades ao futuro energético mundial.

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De acordo com Roberto Precci Lopes, professor da Universidade Federal de Viçosa, a bateria é um acumulador de carga que se esgota à medida em que é utilizada. Já a célula de combustível é um gerador contínuo de energia enquanto os fluxos reagentes são mantidos em seus eletrodos, ou seja, não necessita de recarga.

 Hidrogênio está entre as opções de células combustíveis. (Fonte: Shutterstock)
Hidrogênio está entre as opções de células combustíveis. (Fonte: Shutterstock)

É preciso entender que, quando se fala dos veículos, segundo o professor Roberto Schaeffer, pós-doutor em Política Energética, os movidos por ambos os mecanismos são elétricos. Entre as alternativas de células, podem ser citadas as de hidrogênio, as fotovoltaicas e as eólicas – que podem funcionar muito bem para carregar as baterias das unidades. Metanol e gás são outras opções, assim como biocombustíveis.

Segundo o pesquisador, nos próximos 10 anos, os veículos a combustão poderão desaparecer do mercado europeu e de outros lugares do mundo: “mesmo em países periféricos, como é o Brasil, a tendência é a eletrificação de toda a frota nos próximos 20 anos.”

Resistência e protagonismo

Transporte público se beneficiará do futuro elétrico do setor. (Fonte: Shutterstock)
Transporte público se beneficiará do futuro elétrico do setor. (Fonte: Shutterstock)

Para que a viabilidade de baterias elétricas e células de combustível atinja seu potencial máximo, será necessário contornar diversos obstáculos. Mesmo que motores elétricos tenham uma eficiência muito maior quando comparados aqueles à combustão (acima de 90%, contra abaixo de 30%), no Brasil, segundo Schaeffer, pode haver uma resistência à migração.

O papel do poder público no estabelecimento de normas de logística reversa para evitar que baterias elétricas sejam descartadas inadequadamente ao final do ciclo de uso também é fundamental. 

“Mas é necessário normatizar e fiscalizar esses procedimentos, estimulando uma cadeia produtiva que trabalhe esse processo de forma controlada”, Schaeffer complementou se referindo, principalmente, às condições de trabalho daqueles que atuam no aproveitamento dos resíduos. Além disso, ele afirma que a mudança de pensamento deve se aplicar a todo mundo e deixar de lado a ideia de uso isolado de veículos.

Alternativas sustentáveis

Schaeffer explica que as baterias elétricas evoluíram muito na última década, seja em capacidade de carga ou em tempo de carregamento, assim como em relação aos preços. De todo modo, ele considera que é importante focar na adoção de veículos coletivos que não precisem de tanta autonomia – o que demanda paradas de recarga. 

Sobre o futuro do setor, o professor acredita que será elétrico. Segundo ele, mesmo que uma parte da energia se baseie em combustíveis fósseis, haveria a redução de poluentes das cidades. 

Fonte: Mobilize

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