Como serão as rodovias no futuro?

25 de janeiro de 2022 3 mins. de leitura
Tecnologia, inovação e preocupação com a sustentabilidade são os principais desafios para construir rodovias mais inteligentes e ecológicas

As rodovias atuais não são exatamente uma referência em sustentabilidade e tecnologia. Buracos, fumaça, acidentes e congestionamentos são uma realidade comum nas estradas. Por isso, especialistas estão preocupados em como construir vias mais inteligentes, seguras, sustentáveis e eficientes. Mas é possível conciliar todos esses elementos?

Conheça melhor o assunto e veja como encontrar saídas efetivas que considerem diferentes demandas. É a articulação das variáveis financeira e ambiental que dirão como as rodovias do futuro serão.

Entenda por que rodovias sustentáveis são um desafio

O asfalto é mais barato, mas o custo de manutenção e o impacto ambiental exigem uma revisão nesse modelo de recapeamento de estradas. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
O asfalto é mais barato, mas o custo de manutenção e o impacto ambiental exigem uma revisão nesse modelo de recapeamento de estradas. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Preocupação ambiental e gestão financeira são igualmente importantes na busca por soluções na mobilidade. Afinal, enquanto a primeira recebe cada vez mais atenção diante das mudanças climáticas, ela só tem avanços na medida em que as respostas são viáveis para a iniciativa pública e parceiros privados.

Um exemplo disso passa pelo material de recapeamento das estradas. Já existem materiais reciclados que dispensam o uso do asfalto, que é um derivado do petróleo. No entanto, eles são caros e podem ser inviáveis, sobretudo em países que ainda têm gargalos importantes na infraestrutura, por exemplo o Brasil.

Outro caso interessante vem da França: engenheiros criaram uma estrada feita com painéis solares, que aproveita a exposição da via para gerar energia, mas, além de ser cara, a ideia mostrou limitações: as placas foram danificadas pelo peso dos veículos e não foram tão produtivas quanto o esperado. 

Por isso, considerando esse contexto, é fundamental encontrar medidas que ofereçam a melhor relação custo-benefício possível e se tornem factíveis para os diferentes atores.

Veja como tecnologia e inovação contribuem para esse processo

Vias feitas com concreto têm ótima relação custo-benefício a médio prazo. (Fonte: Shutterstock)
Vias feitas com concreto têm ótima relação custo-benefício a médio prazo. (Fonte: Shutterstock)

No senso comum, tecnologia é sinônimo de artefatos high tech, e inovação corresponde a melhorias no processo produtivo. Porém, ambos os conceitos podem ter usos muito distintos e conciliar soluções novas, simples e baratas. 

No caso das placas solares, o custo e as dificuldades na implementação não significam que o projeto não seja interessante, mas sim que não se chegou ainda a um planejamento com boa viabilidade. Porém, o desenvolvimento de novas tecnologias por meio de pesquisa e inovação podem atingir esse ponto.

O mesmo ocorre com o recapeamento feito de plástico reciclado, que é uma ótima saída, mas o custo ainda limita a adoção dessa solução em larga escala.

Enquanto isso, é importante apostar nas saídas já experimentadas. Um exemplo de solução simples e relativamente barata é o concreto. Além de não vir do petróleo, exige baixíssima manutenção e tem vida útil de muitas décadas. De quebra, exige uma estrutura no subsolo mais simples do que o asfalto, sendo uma fonte de economia com o passar dos anos.

Por isso, ter rodovias viáveis e sustentáveis no futuro depende da articulação de soluções de curto e longo prazos. 

Fonte: Consumidor Moderno, FindGlocal.

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