Conheça 5 políticas de mobilidade urbana sustentável

16 de março de 2021 4 mins. de leitura
Quais são as estratégias e as políticas mais importantes para promover o conceito de mobilidade urbana sustentável?

A mobilidade urbana sustentável é cada vez mais urgente em um cenário de crescente poluição atmosférica, sistemas de transporte ineficientes, problemas de tráfego e de exclusão social. Ainda assim, implementar políticas públicas sustentáveis pode ser um desafio nas cidades.

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Conheça cinco das principais linhas de ações relacionadas à sustentabilidade na gestão e no planejamento da mobilidade que podem ser aplicadas em diferentes realidades.

1. Tecnologias mais limpas

Políticas de mobilidade urbana devem ser voltadas para deslocamentos sem emissão de poluentes. (Fonte: Shutterstock)
Políticas de mobilidade urbana devem ser voltadas para deslocamentos sem emissão de poluentes. (Fonte: Shutterstock)

Uma viagem em um veículo com motor a combustão produz poluição sonora e atmosférica, por isso governos e a indústria automobilística têm buscado alternativas de tecnologias mais limpas, com a redução gradual dos limites de emissões de poluentes nos ambientes urbanos.

Isso pode ser alcançado com a maior participação do transporte público coletivo e de opções não motorizadas na matriz de deslocamentos modais, com o uso de combustíveis mais eficientes e menos poluentes, como álcool e biodiesel, ou até com a mudança total da matriz energética, com a implantação de uma ampla frota de ônibus e carros elétricos.

2. Equilíbrio financeiro

A sustentabilidade financeira das operadoras de transporte coletivo está em risco mesmo em países desenvolvidos como os Estados Unidos. Para não elevar demasiadamente as tarifas cobradas aos passageiros, a demanda por subsídios públicos tem sido crescente e pode prejudicar outras políticas sociais, especialmente em situações de crise econômica. Dessa forma, fontes alternativas de financiamento do sistema de mobilidade são necessárias.

Um dos caminhos é a cobrança de taxas sobre o transporte individual, como o pedágio urbano, ou impostos para compensar o ônus dos automóveis. Diferentes modelos de concessão de transporte público também têm sido utilizados para garantir o equilíbrio financeiro do sistema de mobilidade.

3. Acessibilidade universal

Acessibilidade é um dos pontos centrais da mobilidade urbana sustentável. (Fonte: Shutterstock)
Acessibilidade é um dos pontos centrais da mobilidade urbana sustentável. (Fonte: Shutterstock)

Políticas públicas de mobilidade devem ser pensadas para a acessibilidade ao transporte pelos usuários com menos condições econômicas. Assim, a correta distribuição do espaço viário, proporcionalmente à quantidade de pessoas transportadas por modal, além de políticas de barateamento do transporte público, é importante.

Idosos, mulheres, crianças e deficientes não devem encontrar obstáculos para circular em calçadas e acessar o transporte público, por isso os veículos precisam ser adaptados para oferecer acessibilidade universal a todos os públicos que se locomovem na cidade.

4. Expansão constante

A população urbana não para de crescer, então os sistemas de mobilidade urbana necessitam estar em constante expansão tanto no número de áreas atendidas quanto na diversidade de modais oferecidos para os usuários. A incorporação de inovações tecnológicas e uma comunicação eficiente podem ajudar a elevar a capacidade do sistema de mobilidade sem, necessariamente, aumentar o custo da infraestrutura.

5. Planejamento urbano e transporte integrados

O planejamento da cidade deve priorizar a segurança e a qualidade de vida dos moradores em detrimento da fluidez do tráfego de veículos. O sistema viário é um suporte da política de mobilidade. Por essa razão, deve ser considerada a circulação de meios não motorizados de forma integrada ao transporte coletivo nos planos e projetos, uma vez que a maioria das pessoas utiliza esses modais para se deslocar.

Assim, o desenho urbano tem de ser pensando para favorecer a multicentralidade, com serviços públicos e privados localizados próximos às moradias, para diminuir a necessidade de viagens motorizadas.

Fonte: Revista Eletrônica Acadêmica (Revela), Mobilize, Ipea, Unesp.

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