Veículo tem autonomia de 295 km; modelo passa por período de testes até o próximo semestre antes de ser adicionado à frota municipal Por Isabel Lima – editada por Mariana Collini em 17/03/2025 No dia 13 de março deste ano, o transporte coletivo de Goiânia recebeu seu primeiro ônibus movido a metano. Conforme o governo […]
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Veículo tem autonomia de 295 km; modelo passa por período de testes até o próximo semestre antes de ser adicionado à frota municipal
Por Isabel Lima – editada por Mariana Collini em 17/03/2025
No dia 13 de março deste ano, o transporte coletivo de Goiânia recebeu seu primeiro ônibus movido a metano. Conforme o governo de Goiás, o modelo está em uma fase de testes de quatro meses na capital e região metropolitana.
Nesse meio tempo, o veículo realizará o percurso entre os terminais Novo Mundo e Praça da Bíblia de manhã. Já de tarde, o mesmo ônibus percorre a distância entre os terminais Novo Mundo e Senador Canedo, do BRT Leste-Oeste, conhecido como Eixo Anhanguera.
O secretário-geral de Governo, Adriano da Rocha Lima, anunciou que este será o primeiro de uma série de 500 veículos com essa tecnologia. Conforme Lima, até o final de 2026, o restante dos ônibus entram na frota do transporte coletivo da capital.
Ônibus movido a metano na Nova RMTC
A Nova Rede Metropolitana de Transportes Coletivo (Nova RMTC) é um projeto que promete renovar totalmente a frota de ônibus na região. Com isso, 300 novos veículos serão adquiridos, além de realização de reformas nos terminais e estações do BRT Leste-Oeste e entrega do BRT Norte-Sul. Somado a isso, pontos de ônibus serão revitalizados.
Já em relação ao ônibus movidos a metano, o critério para a renovação da frota com esse modelo é a redução das emissões de gases de efeito estufa. Com isso, o transporte público acompanhará as demandas de transição energética.
“Para isso, estamos utilizando três tecnologias: o ônibus a diesel Padrão Euro 6, que é pouco poluente; o ônibus elétrico; e o ônibus a biometano, que é o menos poluente dentre essas três modalidades”, afirmou Lima.
Além disso, o governo explica que esses investimentos no transporte coletivo ocorrem graças ao subsídio à tarifa. Desde 2019, o preço da passagem de ônibus em Goiânia é de R$ 4,30. Em contrapartida ao pagamento dos recursos pelo governo do estado, o Consórcio BRT realiza investimentos.
Metano como combustível
De acordo com o governo, o ônibus movido a metano utilizado nessa fase de testes tem capacidade de armazenamento de 195 metros cúbicos de biometano. Por isso, o veículo possui uma autonomia de 295 quilômetros, correspondendo a até oito viagens por dia.
Para atender as necessidades das viagens na capital de Goiás, o governo instalou uma estação provisória de abastecimento do biometano na área de estocagem do Terminal Novo Mundo.
Com a implementação da nova tecnologia, o governo busca incentivar a criação de uma cadeia de produção local de biometano. De acordo com o secretário, o Estado possui um enorme potencial para a produção do biogás, tendo como uma das principais matérias-primas os resíduos da cana-de-açúcar. O Estado é um dos maiores produtores do País.
O biometano acontece a partir da purificação do biogás, um gás resultado da decomposição de matéria orgânica. Esse processo acontece em biodigestores, que transformam resíduos como esterco, restos agrícolas, lodo de esgoto e lixo orgânico em energia renovável. Para isso, os biodigestores recebem resíduos orgânicos. Dessa forma, as bactérias fazem a digestão anaeróbica (sem oxigênio).
Esse processo libera biogás, composto principalmente por metano e dióxido de carbono, além de outros gases em menor quantidade. Entre as vantagens desse processo estão a produção de uma energia 100% renovável, a redução de gás carbônico e poluentes, a diminuição da dependência de combustíveis fósseis e o aproveitamento de resíduos orgânicos que seriam descartados.
Foto: Divulgação/Governo de Goiás.