3 cidades brasileiras adotaram o transporte sob demanda

3 cidades brasileiras adotaram o transporte sob demanda
Propostas procuram conciliar benefícios de aplicativos com o baixo custo do transporte coletivo

Inchaço populacional, matriz centrada no carro, infraestrutura precária: não faltam motivos para as cidades brasileiras procurarem soluções de mobilidade. Mas alguns municípios estão inovando na forma de atingir o bem-estar do usuário e tornar o transporte coletivo uma opção mais interessante: a concepção de ônibus sob demanda tem crescido significativamente.

A ideia é simples e reúne o melhor de várias opções disponíveis. Assim como alguns serviços de transporte por aplicativo, que permitem agendar o horário das corridas e dividi-las com outros passageiros para torná-las mais econômicas, isso já pode ser feito com o ônibus urbano. E o melhor: mediante tarifas mais baratas que as convencionais. Por isso, já há dezenas de cidades do mundo que apostam nesse modelo.

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O serviço de ônibus sob demanda é um complemento ao modelo padrão com roteiros e horários predeterminados. A diferença é que, nessa modalidade, em vez de o usuário se adaptar à oferta previamente definida, são os ônibus (em alguns casos, miniônibus e vans) que reúnem passageiros de acordo com as necessidades deles.

Em regra, o usuário não precisa se locomover muito para pegar o veículo — hoje, o conceito é de "esquina a esquina" —, que costuma oferecer wifi, carregador de celular, ar-condicionado, câmeras de segurança e outras comodidades.

Isolamento por coronavírus reduz frota de ônibus nas capitais

No Brasil, Goiânia (GO), Fortaleza (CE) e algumas cidades do Distrito Federal já têm esse sistema. Nos três casos, o aplicativo Via é a forma de agendar as viagens e comunicar situações particulares, como a necessidade de um veículo adaptado para cadeirantes. Também por meio do app o usuário pode ter acesso a informações pertinentes à viagem, como atualizações de trajeto e localização do veículo.

Conheça um pouco dessas experiências que tornam o transporte coletivo uma alternativa competitiva e têm potencial de atrair até mesmo quem não abre mão do conforto do carro.

1. Goiânia

(Fonte: Shutterstock)

Na capital goiana, há 40 vans em circulação, e a tarifa, que custa a partir de R$ 2,5, varia de acordo com a distância percorrida. O projeto, chamado CityBus 2.0, é administrado pela HP Transportes, concessionária de ônibus da região metropolitana da cidade.

Para solicitar o serviço, os usuários devem baixar o aplicativo, disponível para Android e iOS, e se cadastrar. Feito isso, basta solicitar a viagem e se deslocar até o ponto indicado no app, que é onde o veículo encontra o passageiro. As vans circulam por 50 bairros, em todos os dias da semana, e o pagamento pode ser feito por cartão de crédito ou débito.

2. Fortaleza

(Fonte: Brastock / Shutterstock.com)

Desde o fim de 2019, Fortaleza tem transporte sob demanda. O projeto TopBus+ utiliza vans, e o pagamento é feito por cartão de crédito ou débito. Disponível inicialmente em 11 bairros, o serviço permite que, assim como nos aplicativos de transporte mais comuns, o usuário saiba o valor da corrida antes mesmo de ela iniciar.

Entraves que podem tornar ciclovias e ciclofaixas ineficientes

O preço mínimo na capital cearense é de R$ 3,5, sempre proporcional ao trajeto percorrido. Mas, diferentemente dos aplicativos de transporte padrão, o TopBus+ não tem tarifa dinâmica: mesmo no horário de pico, o valor que o usuário paga é o mesmo — um estímulo a essa modalidade, cuja escala é menos poluente e contribui para a redução de congestionamentos.

3. Distrito Federal

(Fonte: Shutterstock)

Três regiões do Distrito Federal estão funcionando como um piloto para o CityBus DF: Samambaia, Recanto das Emas e Riacho Fundo II. O projeto segue o mesmo modelo das modais goianiense e fortalezense, mas traz uma inovação importante: será possível utilizar o cartão de transporte da cidade para realizar a integração com metrô e ônibus. Isso implica unificar diferentes serviços em uma perspectiva de mobilidade urbana mais integrada e próxima da demanda real dos usuários.

Fonte: Diário do Transporte, VB Brasília

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