O futuro das bicicletas autônomas

3 de dezembro de 2019 3 mins. de leitura
Empresas se empenham em transformar as bicicletas em veículos autônomos
Transportes públicos ineficientes e um gigantesco fluxo de carros são a receita perfeita para que o congestionamento das grandes cidades só cresça, o que consequentemente gera um nível de insatisfação maior entre população. O Summit Mobilidade Urbana 2020 será online e gratuito. Inscreva-se! Por esse motivo, a mobilidade urbana já se tornou um tema recorrente em empresas que buscam inovações constantemente e agora focam na criação de bicicletas autônomas.
(Fonte: Uber/Divulgação)‌‌
A tendência é de que cresça ainda mais o número de projetos com o intuito de utilizar a robótica a favor da mobilidade urbana, chamando a atenção inclusive de prestadoras de serviço gigantes como a Uber — que pretende implementar a tecnologia autônoma em scooters e bicicletas. Atualmente, sabe-se que a distribuição das bicicletas pelas cidades é realizada por caminhões, o que afeta não apenas o meio ambiente, mas também o trânsito devido à emissão de poluentes. Pensando nisso, a Uber decidiu criar estratégias para que as bicicletas se locomovam sozinhas, o que pode atender ao aumento da demanda dos usuários, além de facilitar o encontro com quem deseja utilizá-las. O foco da Uber em tornar isso uma realidade é tão grande que foi criada uma divisão exclusiva para isso: a MicroMobility Robotics. De acordo com o site oficial da empresa, foi divulgada a seguinte informação: “A organização New Mobility está expandindo rapidamente os serviços de transporte fornecidos na plataforma Uber, incluindo bicicletas elétricas, scooters, […] e muito mais. Nossa visão é identificar, testar e escalar a próxima geração de negócios”. Mas, é claro que a bicicleta autônoma não é um desenvolvimento exclusivo da Uber. Outras empresas e instituições têm realizado avanços promissores em projetos na área, como é o caso do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), que desenvolveu um veículo elétrico persuasivo (PEV). Tais propostas podem ser consideradas a porta de entrada para uma nova categoria de transportes, que ajudarão no desenvolvimento da mobilidade autônoma.
Bicicleta autônoma: PEV
(Fonte: Jimmy Day/MIT/Divulgação)‌‌
Na China, por exemplo, já estão sendo desenvolvidos sistemas com inteligência artificial cada vez mais sofisticados. Pesquisadores do país vêm progredindo na criação de um chip neuromórfico. Em alguns testes, após colocarem o chip em uma bicicleta motorizada, foi possível guiá-la por meio de comandos de voz, indicando o trajeto que ela deveria seguir. Ainda foi possível desviar de obstáculos e manter a bicicleta equilibrada. Devido a isso, fica claro que o futuro das bicicletas autônomas está bem próximo e trará uma série de impactos na forma como nos locomovemos hoje. Um ponto que deve ser levado em consideração também é que esses veículos precisam ser adequadamente regulamentados, para dar maior proteção e segurança a todos. Curtiu o assunto? Clique aqui e saiba mais sobre como a mobilidade pode melhorar os espaços. Fontes: New York Times, Tech Crunch, Vice, Electrek.
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