A importância das pontes para a mobilidade urbana

30 de junho de 2020 3 mins. de leitura
Nova York e Rio de Janeiro são exemplos de cidades que tiveram suas realidades transformadas por pontes

Desde os tempos mais remotos, os seres humanos já utilizavam troncos para transpor obstáculos e começavam a construir pontes de pedra. Com o desenvolvimento da Engenharia, as pontes puderam se tornar cada vez maiores e mais complexas, permitindo também o deslocamento de veículos automotores e ligando cidades.

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Um dos exemplos está no Brasil: antes da inauguração da ponte Rio-Niterói, em 1974, era necessário pegar uma barca (que transportava pouco mais de 50 veículos de uma vez) para atravessar a Baía de Guanabara ou dar a volta nela por Magé.

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De qualquer forma, o trajeto poderia levar horas. Com a ponte, que é a maior do Hemisfério Sul e uma das maiores do mundo, é possível transitar entre o Rio e Niterói em minutos, dependendo do trânsito.

Ponte Rio-Niterói diminuiu as distâncias na Baía de Guanabara (Fonte: Wikimedia Commons)
Ponte diminuiu o tempo de trajeto entre Rio e Niterói. (Fonte: Wikimedia Commons)

Pontes para a economia e o desenvolvimento

À medida que as pontes encurtam distâncias e diminuem tempos de deslocamento, também podem influenciar a forma como as cidades se desenvolvem, o que pode gerar reflexos importantes na economia.

Um caso clássico, nesse sentido, é a Ponte do Brooklyn em Nova York. Inaugurada em 1883, ela integrou o distrito do Brooklyn à ilha de Manhattan, tornando-o parte essencial da cidade e permitindo que os moradores de um local pudessem trabalhar no outro. Isso contribuiu para que a população do distrito saltasse de 580 mil para 1 milhão em 15 anos e foi essencial para que a cidade conquistasse a importância econômica que possui hoje.

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De maneira semelhante, porém em tempos mais recentes, a ponte Øresund causou efeitos positivos na Suécia e na Dinamarca. A estrutura — que tem 16 quilômetros de extensão e inclui uma ilha artificial — liga a cidade de Malmö, no primeiro país, à capital do segundo, Copenhague.

Além do trânsito de carros, há uma ferrovia e cabos de internet na estrutura, o que também fez com que a ponte Øresund fosse fundamental para a ligação da Península Escandinava à rede mundial de computadores.

Ponte Oresund e sua ilha artificial (Fonte: Wikimedia Commons)
Ponte Øresund liga Suécia à Dinamarca. (Fonte: Wikimedia Commons)

Além disso, um dos principais legados da ponte Øresund é a possibilidade de os suecos trabalharem e consumirem na capital dinamarquesa. Estima-se que a economia da Dinamarca tenha recebido um impacto positivo de mais de 4 bilhões de euros, desde a inauguração da ponte, em 2000.

Por outro lado, a Suécia viu seus níveis de desemprego (e seus gastos com auxílios) diminuírem: isso representa uma economia de 175 milhões de euros, segundo cálculos de 2010.

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Por fim, também vale observar os exemplos da China, país que tem várias das maiores pontes do mundo. A ponte entre Hong Kong, Zhuhai e Macau, com mais de 50 quilômetros de extensão, inaugurada em 2018, diminuiu o tempo de deslocamento entre essas regiões: de 4h30 para 40 minutos. Com isso, a ponte contribui para os negócios entre empresas instaladas em Hong Kong e na China continental.

Fonte: EcoPonte, Finep, Urban-Hub.

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