Álcool ou gasolina: qual vale mais a pena?

17 de outubro de 2021 4 mins. de leitura
O álcool é mais barato, mas esse não é o único aspecto que você deve analisar para decidir entre álcool ou gasolina

A maioria dos veículos vendidos no mercado brasileiro tem motores flexíveis, que rodam com álcool ou gasolina. Em vista disso, com a gasolina cada vez mais cara, talvez compense abastecer com o derivado da cana. Mas como saber qual dos dois combustíveis é mais vantajoso?

O primeiro fator que precisamos analisar, no cenário atual, é o financeiro. O preço médio do etanol no Brasil está em R$ 4,65 por litro, contra R$ 6,05 o litro da gasolina. É uma diferença bem relevante, mas que depende de outro fator: o consumo dos carros com cada combustível, já que o vegetal costuma “gastar mais” do que o derivado do petróleo. Por isso, é preciso fazer algumas contas antes de escolher em qual bomba abastecer no posto.

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Álcool ou gasolina: diferenças ajudam a escolher combustível, na hora de abastecer (Imagem: prostooleh/Freepik)
Álcool ou gasolina: diferenças ajudam a escolher combustível, na hora de abastecer (Imagem: prostooleh/Freepik)

Álcool ou gasolina: a regra dos 70%

Desde que os carros flex começaram a se popularizar, em meados dos anos 2000, a regra mais divulgada para decidir entre álcool ou gasolina era a dos 70%. 

Isso porque, de maneira geral, o consumo dos automóveis era 30% maior com o combustível vegetal. Desse modo, para que abastecer com álcool fosse mais barato, seu preço deveria ser equivalente a, no máximo, 70% do preço da gasolina. Caso contrário, o derivado de petróleo continuaria sendo mais vantajoso para o bolso.

Para calcular essa relação, basta multiplicar o preço do álcool por 100 e dividir pelo preço da gasolina: se o resultado for maior que 70, o valor mais baixo não compensa o consumo maior.

A questão é que, com a modernização dos motores, essa regra dos 70% pode não representar a realidade para todos os automóveis no mercado. Quando o carro apresenta um bom rendimento com etanol, pode valer a pena abastecer com ele mesmo que o preço esteja na casa dos 75%. 

Sendo assim, o ideal é observar os dados de consumo do seu carro. Melhor ainda é fazer testes com álcool e gasolina, comparando os dados do computador de bordo. Se o seu carro consumir apenas 20% a mais com etanol, por exemplo, a regra para você seria com 80% — e não 70%, como diz o senso comum. 

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Com gasolina cada vez mais cara, etanol pode compensar em vários casos (Imagem:Taylor Heery/Unsplash)
Com gasolina cada vez mais cara, etanol pode compensar em vários casos (Imagem:Taylor Heery/Unsplash)

Outros aspectos para levar em conta

Por mais que a questão econômica pese bastante, atualmente há outras diferenças que podem influenciar na decisão entre álcool ou gasolina. 

Para começar, o combustível de cana oferece mais potência para o motor: em alguns motores, a diferença chega a 5 ou 10 cavalos. Se você achar que essa diferença será relevante para seu desempenho, em uma viagem na estrada, por exemplo, pode ser melhor abastecer com ele.

Além disso, o álcool demora mais para estragar com o carro parado e evita a carbonização no motor. Também é interessante ponderar que o etanol é feito a partir da cana-de-açúcar e é renovável, ao contrário da gasolina, que vem do petróleo. As emissões de CO2 desse combustível também são menores.

Por outro lado, abastecer apenas com álcool pode gerar corrosão nas peças de alguns carros, bem como dificultar a partida em dias mais frios. Então, é essencial fazer as contas e observar os fatores que mais pesam na sua rotina. De todo modo, você também pode misturar o álcool e a gasolina no tanque em qualquer proporção: a central eletrônica dos automóveis flex pode se adequar a qualquer mistura.   

Fonte: Autoo, Estadão.

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