Quais são as cidades mais inteligentes do mundo?

11 de junho de 2020 4 mins. de leitura

Índice desenvolvido na Espanha revela onde estão as Smart Cities mais consolidadas do mundo

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Dinâmicas e hiperconectadas, as cidades inteligentes não apenas otimizam a vida dos habitantes como também apontam para um futuro cheio de possibilidades no cenário urbano. É nesse sentido que olhar para as Smart Cities e reconhecê-las como modelos a serem aprimorados e seguidos é fundamental para tornar o mundo inteiro mais acessível, fluido e sustentável.

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Foi pensando em mapear essas cidades-modelo que o Centro de Globalização e Estratégia do Instituto de Estudos Superiores da IESE Business School, escola de negócios da Universidade de Navarra, na Espanha, desenvolveu um índice para medir o grau de inteligência dos locais mais importantes do mundo: o Cities in Motion Index.

Metodologia

O levantamento é mediado pelos professores Pascual Berrone e Joan Enric Ricart e analisa o nível de desenvolvimento de 174 cidades em 80 países. Os municípios são avaliados mediante nove parâmetros: capital humano (capacidade de cultivar, desenvolver e atrair talentos), coesão social (consenso entre os diversos grupos de uma cidade), economia, meio ambiente, governança, planejamento urbano, alcance internacional, tecnologia e mobilidade e transporte (categoria que integra a facilidade de movimento e o acesso a serviços públicos).

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As cidades avaliadas pelo índice são categorizadas em quatro grandes grupos. Um deles é o de locais de alto potencial, que antes estavam em uma posição baixa, mas cresceram rapidamente, a exemplo de algumas capitais da América Latina, como Rio de Janeiro (Brasil), Lima (Peru) e Buenos Aires (Argentina), e metrópoles asiáticas como Xangai (China).

O Rio de Janeiro está entre as cidades de alto potencial no ranking elaborado pela Universidade de Navarra. (Fonte: Shutterstock)

Na categoria das cidades desafiadoras estão municípios que já estavam em altas posições do ranking e melhoraram de maneira bastante rápida. Barcelona (Espanha), por exemplo, subiu da 63ª posição para a 51ª em apenas dois anos. Pequim (China) e Toronto (Canadá) também estão nesse grupo.

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O terceiro grupo é o das cidades vulneráveis, que estão em baixa posição no ranking geral e mantém um processo de melhora bastante lento. Caracas (Venezuela), Cairo (Egito), Atenas (Grécia), Moscou (Rússia) e Lisboa (Portugal) estão nessa categoria.

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Já Nova York (EUA), Paris (França), Londres (Inglaterra), Oslo (Noruega), Tóquio (Japão) e Seul (Coreia do Sul) estão no grupo das chamadas cidades consolidadas, que estão em posições altas e médias, embora mantenham baixas taxas de progresso.

O topo do ranking

É possível verificar o ranking geral em um mapa interativo no portal da IESE Business School. No Brasil, foram avaliadas as cidades de Curitiba (140ª no ranking), São Paulo (132ª), Rio de Janeiro (128ª), Belo Horizonte (151ª), Brasília (130ª) e Salvador (146ª).

Nova York está no topo do ranking das cidades mais inteligentes do mundo. (Fonte: Shutterstock)

No topo do ranking estão cidades europeias; a América do Norte vem na vice-liderança; e na sequência está a Ásia, com cinco cidades no top 50. A Europa, em geral, destaca-se por qualidade de vida e sustentabilidade. Já as cidades inteligentes norte-americanas se evidenciam por seu capital humano e sua economia forte.

Confira o top 10:

1. Londres (Reino Unido)

2. Nova York (Estados Unidos)

3. Amsterdã (Holanda)

4. Paris (França)

5. Reykjavik (Islândia)

6. Tóquio (Japão)

7. Cingapura

8. Copenhague (Dinamarca)

9. Berlim (Alemanha)

10. Viena (Áustria)

Conclusões do Cities in Motion Index

Além de apontar as cidades mais avançadas no cenário das cidades inteligentes, o estudo mostrou que não existe apenas um modelo bem-sucedido, como uma cidade perfeita. Os pesquisadores chegaram à conclusão de que é preciso avaliar mais de uma dimensão para captar pontos fortes desses locais.

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É possível, por exemplo, que alguns municípios estejam na liderança em alguns aspectos e em outros não atinjam o mínimo aceitável no conjunto total de critérios. Só assim é possível aprender com os modelos estudados e crescer. Com o Cities in Motion Index, os estudiosos notaram também que grandes projetos levam bastante tempo para se consolidarem, por isso propostas de longo prazo precisam ser colocadas em prática o quanto antes.

Fonte: IESE, Forbes, FGV

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