SP incentiva uso de bikes para conter covid-19 no transporte público

2 de abril de 2020 5 mins. de leitura
Governo reabre bicicletários e aumenta o período permitido a bicicletas em metrô e trens

Em meio à quarentena decorrente do novo coronavírus, a bicicleta pode ser uma alternativa de mobilidade para quem precisa se deslocar ao trabalho, pois o transporte coletivo é um dos principais pontos de proliferação da covid-19. Em São Paulo, medidas tomadas pelo poder público e pela iniciativa privada incentivam o uso da bike em deslocamentos que são imprescindíveis durante esta época.

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A prefeitura paulistana, em novo decreto de quarentena, suspendeu o atendimento presencial ao público no comércio, mas manteve em funcionamento os serviços para manutenção de bicicleta, reconhecendo a importância do veículo neste momento. Atitude semelhante foi tomada pelas prefeituras de Nova York, São Francisco e Berlim.

Como se proteger do novo coronavírus no transporte público?

O Governo de São Paulo anunciou a reabertura dos bicicletários e também ampliação do horário permitido ao transporte de bicicletas em metrô e trens, que poderão trafegar dentro dos vagões das 10h às 16h e depois das 21h até o fechamento dos serviços.

Nos finais de semana, as bikes poderão circular o dia todo no transporte metroferroviário da região metropolitana paulistana. Os bicicletários funcionam todos os dias das 7h às 20h no metrô, e das 4h40 até 00h nas estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM).

Iniciativa privada também incentiva uso de bicicletas

(Fonte: Scoo/Reprodução)

(Fonte: Scoo/Reprodução)

A startup de micromobilidade Scoo liberou de cobranças os primeiros 15 minutos de viagem de suas bicicletas durante a quarentena na cidade de São Paulo. Após esse período, cada minuto será cobrado em R$ 0,45.

O que se tem feito para conter o coronavírus em ônibus e metrôs?

A empresa oferece 500 bicicletas, elétricas e convencionais, que podem ser retiradas por meio de aplicativo para celular. Os veículos estão disponíveis nas estações na Linha 4-Amarela do metrô, exceto República e Luz, e podem ser devolvidos em qualquer outro lugar nas proximidades. De acordo com a Scoo, as bicicletas serão recolhidas e higienizadas por uma equipe com luvas e máscaras para reduzir as chances de transmissão do novo coronavírus.

Ações do poder público em São Paulo

A ideia de impulsionar o uso de bicicletas durante a pandemia também é defendida em Bogotá (Colômbia) e Sevilha (Espanha), que impulsionaram o uso de bicicletas durante a pandemia abrindo novas áreas temporárias para a circulação de ciclistas. Em Nova York, o ciclismo atingiu 52% nas pontes da cidade após a implementação de protocolos de distanciamento social. Em Londres, o sistema de compartilhamento de bicicletas da cidade pode ser usado gratuitamente por profissionais da Saúde.

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Esta não é a primeira vez que as cidades usam o ciclismo como solução de transporte de emergência. A utilidade das bicicletas durante desastres foi demonstrada recentemente após terremotos graves na Cidade do México em 2017, onde foi eficiente no transporte rápido de medicamentos, e em Tóquio, em 2011.

(Fonte: Alf Ribeiro / Shutterstock.com)

Ciclismo como lazer é desaconselhado

Apesar dos benefícios para a saúde e de oferecer menor risco de contágio que o transporte público, essa prática como esporte ou lazer não é recomendada pelas autoridades médicas neste período de isolamento.

O vírus pode sobreviver durante algum tempo em várias superfícies, como pneus, roupas, bicicleta, óculos e capacete. Então, a contaminação pode ocorrer mesmo quando a pessoa pedala solitariamente. Qualquer sujeira que seja espirrada pelo próprio pneu da bicicleta no ciclista ou em sua roupa pode oferecer risco.

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E, ainda, o exercício pesado pode baixar a imunidade da pessoa e facilitar o contágio. Além disso, um acidente ciclístico pode provocar uma ida ao hospital, local que deve ser evitado caso não seja estritamente necessário, tanto pelo risco de transmissão como pela superlotação do sistema de saúde.

Um passeio de bicicleta por recreação também pode gerar problemas com a vizinhança e até conflitos com a justiça, a depender do nível de confinamento determinado para a região. A bicicleta só deve ser utilizada se for imprescindível sair de casa, e a higienização após o uso das vestimentas, dos equipamentos, da bike e do ciclista é fundamental para evitar a transmissão da covid-19.

Fonte: Metrô SP, CityLab, Prefeitura de São Paulo

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