Bunhill 2: como Londres está reaproveitando fontes de calor para seus moradores

6 de janeiro de 2020 3 mins. de leitura
Calor emitido pela linha de metrô será convertido para aquecer casas e construções da região

O governo de Londres (Inglaterra) está investindo em uma forma econômica para manter os seus moradores aquecidos no inverno.

Conhecido como Bunhill 2, o projeto consiste no reaproveitamento do calor residual emitido por uma das linhas de metrô da capital, que será utilizado para aquecer mais de 1 mil casas, além de escritórios e áreas de lazer no bairro de Islington.

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Considerado o primeiro projeto europeu desse tipo, a ideia surgiu como forma de mostrar as diversas possibilidades de reaproveitamento de energia para que as cidades se tornem mais sustentáveis. A iniciativa foi projetada e idealizada pela administração pública de Islington, o órgão governamental Transport for London e a empresa da área de engenharia Ramboll.

De acordo com a Greater London Authority (GLA), uma autoridade regional de Londres, o projeto poderá suprir até 38% da energia necessária atualmente para o aquecimento da região. Com a expansão de novas linhas, a cobertura poderá chegar a 63% até 2050.

(Fonte: Shutterstock)

Como o projeto Bunhill acontecerá?

Em uma passagem vertical utilizada para expelir calor, nas regiões de Angel e Old Street, será adicionada uma bomba de calor que fará a captura do ar quente. Após isso, ele será transportado para a rede de Islington e então distribuído pelo bairro. No verão e demais períodos quentes, o efeito será inverso: a captura do calor permitirá a entrada de ar fresco na estação de metrô, tornando o ambiente mais agradável para os transeuntes.

A procura por fontes mais renováveis de aquecimento tem ganhado força nos últimos tempos na região britânica, principalmente após a proibição do governo em relação à instalação de caldeiras movidas a gás em novas construções a partir de 2025.

A previsão é de que o sistema de aquecimento urbano Bunhill 2 esteja pronto até o fim de 2019. A primeira etapa foi iniciada em 2013 e permitiu o aquecimento de mais de 700 casas. O objetivo da segunda fase é expandir ainda mais o sistema.

De acordo com informações publicadas no site da Ramboll, acredita-se que as oportunidades a partir de redes distritais ainda são muito vastas e necessárias, principalmente devido à alta demanda anual de moradias, com mais de 300 mil casas:

“nossas soluções inovadoras implementadas em Bunhill e nossas investigações em andamento mostram que, usando o calor residual como parte central do nosso mix de energia, podemos fornecer energia mais barata e sem carbonização à milhares de pessoas em edifícios existentes e desenvolvimentos de novas construções simultaneamente a partir da mesma rede de aquecimento urbano”.

Caso o projeto Bunhill 2 realmente se torne um sucesso, a tendência é que seu crescimento seja ainda maior, sendo cogitada a sua implementação no resto do país e até mesmo em outros lugares da Europa.

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Fontes: Islington Gazette, Dezzen, Ramboll.

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