China testa primeiro avião elétrico para 4 pessoas

11 de julho de 2020 5 mins. de leitura
O avião elétrico RX4E tem a capacidade de viajar até 300 quilômetros, mostrando-se viável como alternativa de mobilidade aérea em distâncias curtas

Uma aeronave silenciosa decolou do aeroporto de Caihu, na província chinesa de Liaoning, e mostrou a viabilidade do avião elétrico para curtas distâncias aéreas. Com uma estrutura pequena e leve, o RX4E deve ser usado como plataforma de desenvolvimento para hidroaviões e aeronaves híbridas.

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Existem cerca de 170 projetos de pesquisa de aeronaves elétricas em todo o mundo, e esse número deve chegar a 200 até o fim do ano. Países ocidentais e companhias aéreas consolidadas no mercado tradicional, como Boeing e Airbus, investiram pesado no desenvolvimento de aeronaves elétricas.

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O modelo RX4E é um novo produto fabricado pelo Instituto Geral de Pesquisa de Aviação de Liaoning. A organização realiza pesquisa, desenvolvimento e fabricação de veículos aéreos não tripulados (UAVs) militares e civis e foi responsável pelo lançamento da aeronave elétrica RX-1E de dois lugares.

Características do avião elétrico

(Fonte: Xinhua / Yang Qing / Divulgação)
Estrutura de fibra de carbono e bateria elétrica de alta densidade permitem que o avião voe distâncias de até 300 km. (Fonte: Xinhua/Yang Qing/Divulgação)

A aeronave possui envergadura entre asas de 13,5 metros e comprimento de 8,4 metros, pesando um total de 1,2 mil quilos. A estrutura leve é composta de fibra de carbono, que representa 77% do peso do avião elétrico.

O RX4E permite a viagem de quatro passageiros por uma distância até de 300 quilômetros e até uma hora e meia de voo, com velocidade de cruzeiro de 200 km/h. Seu sistema de bateria tem uma capacidade total de 70 quilowatts-hora, com uma densidade de energia de mais de 300 watts por quilograma. O sistema de armazenamento de energia pode ser melhorado, aumentando o desempenho do veículo.

A leveza torna o RX4E uma aeronave com excelente desempenho de decolagem e capaz de pousar em baixa velocidade, além de apresentar boas características de sustentação no ar. O avião pode pousar ou decolar praticamente de qualquer lugar, incluindo grama e areia dura, segundo relatório do instituto chinês.

Possíveis usos

O modelo RX4E será (Fonte: Xinhua / Yang Qing / Divulgação)
Pequeno e leve, o RX4E pode decolar e pousar em várias superfícies, tornando-se uma plataforma de desenvolvimento de outras aeronaves elétricas para uso civil e militar. (Fonte: Xinhua/Yang Qing/Divulgação)

Zhao Tienan, vice-presidente do Instituto Geral de Pesquisa em Aviação de Liaoning, afirmou à imprensa asiática que “a aeronave RX4E tem um enorme espaço de desenvolvimento e perspectivas de mercado — pode ser usada em transporte de curta distância, treinamento de pilotos, viagens turísticas, fotografia aérea, mapeamento aéreo e outros campos”.

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As aplicações de mercado para o RX4E acumularão experiência técnica para aeronaves elétricas de passageiros e de carga e fornecerão orientações e exemplos de pesquisa prospectivas para o desenvolvimento de construções de apoio a aeroportos e planejamento futuro de aeroportos, segundo o executivo.

O RX4E pode ser usado para transporte de curta distância, treinamento de pilotos, fotografia aérea, mapeamento aéreo e outros campos. A aeronave pode ser modificada como uma plataforma de pesquisa e produção para o desenvolvimento de outros aviões elétricos ou híbridos.

Avião autônomo brasileiro

A Embraer tem planos para desenvolver um avião elétrico com tecnologia nacional. Os veículos poderão ser usados na mobilidade urbana, como serviços de táxi aéreo, além do transporte em grandes distâncias. A empresa brasileira está começando a pesquisa com os aviões híbridos e tem como objetivo final construir um avião autônomo.

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Um teste com uma aeronave sem piloto embarcado já foi realizado com sucesso, em parceria com a Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes). O Legacy 500 se movimentou sozinho no solo por um trajeto estabelecido sem nenhuma interferência humana na unidade Embraer em Galvão Peixoto, interior de São Paulo.

Os comandos de aceleração, direção e frenagem foram realizados por Inteligência Artificial. Foi utilizado um sistema de pesquisa de carros autônomos para controlar o avião. O sistema IARA (Intelligent Autonomous Robotic Automobile) foi desenvolvido no Laboratório de Computação de Alto Desempenho (LCAD) da Ufes e fez um carro autônomo percorrer 74 quilômetros entre Goiabeiras e Guarapari em 2017.

Fonte: Flyer, Instituto Geral de Pesquisa de Aviação de Liaoning, Asian Times, Starse, China Daily.

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