Como é a mobilidade urbana em Hong Kong?

27 de julho de 2020 4 mins. de leitura
Entenda por que Hong Kong tem o sistema de mobilidade mais eficiente do planeta

O sistema de mobilidade de Hong Kong (China) foi considerado o melhor do mundo em 2019, de acordo com a consultoria Arcadis. A cidade é a mais densamente povoada do planeta, com mais de 6 mil habitantes por metro quadrado, e mesmo assim tem um sistema de transporte eficaz, combinando linhas ferroviárias, ônibus e até transporte aquático.

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A rede foi planejada de forma integrada para permitir o fluxo dos passageiros, que juntos realizam mais 12 milhões de viagens diárias. Cerca de 90% dos moradores usam o cartão Octopus para pagar de forma rápida as tarifas do transporte público, mantendo o sistema eficiente — esse recurso também permite pagamento de estacionamento, aluguel de bicicletas e outros serviços.

Perfil da mobilidade de Hong Kong

Enquanto em São Paulo (SP) e Nova York (EUA) a maior parte dos deslocamentos é feita por automóveis particulares, promovendo congestionamentos e poluição, em Hong Kong apenas 7% dos moradores usam carro para os trajetos diários, como de casa para o trabalho.

Cerca de 80% dos trabalhadores utilizam o transporte coletivo, em metrô, ônibus, micro-ônibus ou bonde. Dessa forma, mais de 90% dos percursos com veículos motorizados são feitos pelo sistema público, na taxa mais alta de usuários do mundo. Outros 10% se locomovem a pé nos percursos diários.

Sistema eficiente de metrô

Com 99,9% de pontualidade e pagamento de tarifas 187% maior que os custos operacionais, metrô de Hong Kong é considerado um dos melhores do mundo. (Fonte: Shutterstock)

A grande utilização do transporte coletivo em Hong Kong é proporcionada pela eficiência do sistema de mobilidade. O Mass Transit Railway (MTR), uma espécie de trem super-rápido que liga as áreas centrais urbanas da ilha a localidades próximas, com mais de 200 quilômetros de extensão e 159 estações.

O MTR é o meio de transporte mais popular, com aproximadamente 5 milhões de viagens diárias. O sistema tem índice de pontualidade de 99,9%; outras metrópoles, como São Paulo e Nova York, por exemplo, têm índice em torno de 50%.

Modelo lucrativo

O valor das tarifas do metrô cobre 187% do custo operacional, sendo o percentual mais alto do mundo. Cerca de 80% do lucro vêm da atuação da operadora metroviária como incorporadora imobiliária, já que compra terrenos e desenvolve as regiões próximas às estações.

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Por causa de sua eficiência, a operadora de Hong Kong passou a cuidar dos sistemas de metrô de Londres (Inglaterra), Estocolmo (Suécia), Macau (China) e Sydney (Austrália). A empresa é privada, com ações negociadas na Bolsa de Valores, mas o governo da ilha continua sendo o sócio majoritário.

Rede integrada de ônibus

Trams e ônibus em Hong Kong têm dois andares para aproveitar melhor o espaço limitado urbano. (Fonte:  Igor Plotnikov / Shutterstock)

O sistema de ônibus de Hong Kong é integrado ao ferroviário e transporta diariamente quase o mesmo número de passageiros que o metrô. Ao contrário do metroviário, esse modelo é efetivado por empresas privadas, com concessão sem nenhum subsídio para os ônibus e por meio de licenças para a operação de micro-ônibus.

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Como a cidade, os ônibus têm alta densidade, por isso utilizam dois andares para otimizar a capacidade no espaço urbano limitado. Os micro-ônibus, também conhecidos como Public Light Bus, têm capacidade para transportar até 19 passageiros. O serviço se originou da regularização do transporte alternativo de vans informais e está limitado a 4.350 veículos.

Cerca de três em cada quatro Public Light Bus têm rotas fixas, com preços estabelecidos pelo poder público e que variam de acordo com a distância percorrida por cada usuário. Entretanto, aproximadamente 25% dos micro-ônibus têm preços e rotas livres, que podem ser consultados na internet.

Fonte: ArchDaily, On Mobih, Cidade de Hong Kong

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