Covid-19: empresa oferece transporte diário em ônibus sem teto

18 de setembro de 2020 3 mins. de leitura
A ideia de companhia britânica é evitar a contaminação e a desconfiança ao entrar nos ônibus fechados durante a pandemia

Além da mobilidade ativa cada vez mais em alta desde o início da quarentena, outra solução de deslocamento frente a pandemia está surgindo em Londres: usar os ônibus de turismo com dois andares para o transporte diário. Isso porque o segundo andar não tem teto, o que possibilita uma melhor circulação do ar, reduzindo as chances de contágio. 

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A ideia é da empresa de fretamento Snap e visa aproveitar os 233 veículos de turismo que estão parados — já que o turismo caiu muito durante a pandemia — para oferecer um modo de transporte aberto e seguro aos londrinos. 

Além de evitar o contágio pelo novo coronavírus, a saída pode driblar a desconfiança: de acordo com uma pesquisa divulgada pela Bloomberg, 70% dos londrinos não se sentem mais confortáveis em usar o transporte público. 

É por isso que, enquanto o metrô está com apenas 30% do público de antes da pandemia, o uso do carro já retornou a 80%. Como ponderou o CEO da Snap, Thomas Ableman, em entrevista à Bloomberg: “Nós não queremos uma recuperação baseada em carros para essa crise, então precisamos encontrar soluções com as quais as pessoas se sintam confortáveis. E você não vai encontrar um meio de transporte mais seguro contra a covid do que um ônibus sem teto”. 

Empresa de fretamento pretende usar veículos de turismo abertos para transporte diário (Fonte: Wikimedia Commons)
Empresa de fretamento pretende usar veículos de turismo abertos para transporte diário. (Fonte: Wikimedia Commons)

Como funcionará o serviço?

O transporte diário nos ônibus abertos ainda não começou a operar: a Snap ainda está estudando a viabilidade do serviço e pesquisando quais rotas têm mais demanda. Os primeiros testes estão começando a ser feitos em agosto, na mesma rota seguida pela linha Victoria do Metrô de Londres, uma das mais movimentadas do sistema, que liga o sul ao nordeste da cidade, passando pelo centro.

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A ideia da empresa é oferecer as viagens nos ônibus abertos pelo mesmo preço de uma passagem de metrô (3,30 libras esterlinas), que incluem paradas em quantidades e distâncias semelhantes às dos metrôs (ou seja, menos que ônibus comuns). 

Testes do novo serviço estão sendo feitos no trajeto da linha Victoria do Metrô, passando pelo centro de Londres (Fonte: Wikimedia Commons)
Testes do novo serviço estão sendo feitos no trajeto da linha Victoria do metrô, passando pelo centro de Londres. (Fonte: Wikimedia Commons)

Assim, a Snap estima que conseguiria criar um serviço economicamente viável sem precisar lotar os veículos: eles rodariam com um quarto da capacidade normal, de modo que todos os passageiros pudessem andar no segundo andar (sem teto), mantendo o distanciamento necessário. O projeto também prevê a limpeza frequente dos veículos, depois de cada viagem, para diminuir ainda mais o risco de contágio e aumentar a confiança dos usuários. 

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Além de serem muito famosos no estereótipo de Londres, os ônibus de turismo com o segundo andar aberto também existem em muitas cidades brasileiras, como Curitiba, Brasília e Porto Alegre. 

Fonte: Bloomberg

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