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O que caracteriza uma área de risco?

10 de abril de 2023 3 mins. de leitura
Áreas de risco estão se tornando mais numerosas em cidades brasileiras e deixando a população mais vulnerável a desastres

As construções em áreas de risco, no Brasil, são consequências de diversos fenômenos, como a ausência de políticas públicas que delimitam de forma mais ordenada o crescimento das cidades, além do fato de as moradias estarem, cada vez mais, em áreas suscetíveis a desastres naturais, como em encostas de rios e morros. 

Considerando o quanto as populações localizadas nessas áreas estão mais isoladas do acesso a serviços básicos de saúde, educação e segurança, o que contribui para acentuar as desigualdades sociais, a construção em locais impróprios oferece riscos que ameaçam a vida e que ainda assim não impedem que sejam habitados. 

Para identificar uma área de risco, leva-se em consideração diversas características presentes em uma localidade, como o relevo, a vegetação e o clima, além da possível influência de ações humanas, de modo que os estudos realizados possam tanto estimar riscos atuais quanto atuar em previsões, auxiliando tarefas de prevenção e resgate. 

Áreas de risco estão aumentando no País, como reflexo do crescimento desordenado das cidades. (Fonte: Getty Images/Reprodução) 

Eventos extremos estão cada vez mais comuns 

O serviço geológico do Brasil tem trabalhado nesse sentido, buscando alertar governos locais e auxiliar a adoção de medidas que atenuem os riscos presentes. Ao todo, o órgão já levantou a existência de mais de 13 mil áreas de risco no País. 

Em meio a ocorrência de eventos climáticos extremos, também é pertinente considerar que há eventos menos previsíveis que podem potencializar os danos sofridos pela população, como o observado no litoral norte de São Paulo, que culminou em chuvas que superaram 600 milímetros, sendo o maior temporal já registrado no Brasil. 

Muitos dos eventos desastrosos no País, inclusive, apresentam relação entre grande volume de água e a ausência de escoamento adequado, o que evidencia o papel da infraestrutura. Para mitigar tais efeitos, é necessário que haja atuação de diferentes órgãos, tanto para auxiliar quanto para oferecer soluções para a população, o que reforça a importância de investir em modelos mais seguros de construção. 

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Eventos climáticos extremos se tornaram mais comuns, o que exige buscar meios de reduzir riscos para população em áreas de risco. (Fonte: Getty Images/Reprodução) 

Agravamento do cenário nas cidades 

Segundo o Serviço Geológico do Brasil (GGB), as áreas de risco muito alto quintuplicaram em Porto Alegre (RS), nos últimos dez anos. Em meio a esse cenário alarmante, 25 mil pessoas se encontram vulneráveis aos riscos de desastres, sujeitas a problemas como inundações, enxurradas, deslizamentos e queda de estruturas. 

Além de um controle mais eficiente por parte das autoridades, é importante investir em iniciativas para reverter esse cenário, afastando a população dessas áreas com segurança, indo além de divulgar a ocorrência de eventos perigosos, já que isso não evita que desastres de maior magnitude coloquem a vida dessas pessoas em risco. 

Fonte: Estadão, CPRM, Unicamp 

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