Pastilha de freio: entenda tudo dessa peça tão importante

11 de junho de 2022 4 mins. de leitura
Essencial para uma frenagem eficiente, a pastilha de freio é um dos itens mais importantes na manutenção de um automóvel

Quando estamos em busca de um carro novo, uma das primeiras informações que buscamos é sobre a aceleração, não é mesmo? Entretanto, ainda mais importante que desenvolver a velocidade é a capacidade de diminuí-la quando necessário — em uma curva ou na iminência de um acidente, por exemplo.

Dessa maneira, para que isso aconteça corretamente, a pastilha de freio é uma das peças mais importantes do sistema de frenagem, demandando atenção de quem tem um automóvel.

Para compreender por que as pastilhas são tão indispensáveis, é necessário entender que a grande maioria dos carros modernos tem freio a disco nas rodas dianteiras, como os modelos esportivos ou os de grande porte (que têm nas quatro rodas).

Esse sistema utiliza um disco de metal ou cerâmica ligado ao eixo, que é pressionado pelas pastilhas de freio (uma de cada lado), e o atrito faz que o disco e, consequentemente, o eixo girem mais devagar. Com isso, o carro para gradativamente.

Nos freios a disco, as pastilhas pressionam um disco e o atrito faz as rodas pararem de girar (Fonte: Shutterstock)
Nos freios a disco, as pastilhas pressionam um disco, então o atrito faz as rodas pararem de girar. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

O desgaste da pastilha de freio

O mesmo atrito que diminui a velocidade do automóvel gera calor e desgasta as peças. Porém, as pastilhas costumam ser feitas de materiais menos resistentes que o ferro ou a cerâmica dos discos. Assim, você só precisa trocar um dos dois com frequência.

O desgaste da pastilha de freio ocorre com o tempo, como consequência do próprio ato de frear o carro. Por isso, a substituição dessa peça não é apenas inevitável como também é essencial: as pastilhas precisam estar em boas condições para produzir o atrito que vai fazer o carro parar, e o desgaste faz que elas percam essa capacidade.

A boa notícia é que é possível notar quando a pastilha de freio precisa ser trocada. O primeiro sinal é a frenagem menos eficiente mesmo em situações normais, quando o sistema não está sendo muito exigido. Além disso, os freios podem começar a fazer barulhos desagradáveis, de um metal contra outro — o que pode ocorrer logo após a troca, mas não é bom sinal quando você já fez a manutenção há algum tempo.

Independentemente desses “sinais”, alguns carros mais modernos contam com sensores na pastilha de freio — que fazem uma luz se acender no painel, indicando a necessidade de troca.

Quando você perceber o desgaste da pastilha, o ideal é levar seu carro para um especialista que vai avaliar se o problema é mesmo nessa peça, pois outras questões podem deixar as frenagens menos eficientes ou gerar barulhos desagradáveis. Caso a troca não seja realizada quando for necessária, outras peças mais caras (como o disco) podem ser danificadas. Além disso, você estará em sério risco, já que freios sem manutenção podem gerar acidentes graves.

O uso dos freios desgasta as pastilhas com o tempo, fazendo com que a troca seja indispensável (Fonte: Shutterstock)
O uso dos freios desgasta as pastilhas com o tempo, tornando a troca indispensável. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Como manter a pastilha de freio?

Considerando a necessidade de troca periódica das pastilhas de freio, é interessante observar que essa peça pode ser encontrada em diversos modelos. Carros muito velozes costumam ter pastilhas maiores e feitas em materiais mais robustos, como cerâmica.

Contudo, a maioria dos carros tem pastilhas orgânicas (de resina), semimetálicas (que misturam materiais orgânicos e metal) ou metálicas. As orgânicas são as mais acessíveis e são satisfatórias para o uso urbano, embora se desgastem rápido. Já as semimetálicas e metálicas compensam o custo elevado delas com desempenho e duração.

Ainda que você escolha um material superior, algumas atitudes na hora de dirigir podem fazer a pastilha de freio desgastar mais rápido. Frenagens repentinas e agressivas são os principais motivos disso. Andar em ponto morto em ladeiras é algo que também força os freios — desnecessariamente, uma vez que carros com injeção eletrônica não economizam combustível em ponto morto. Por fim, recomenda-se evitar o sobrepeso para manter as pastilhas de freio bem-conservadas.

Observadas essas condições, o tempo para trocar a pastilha de freio depende bastante. Cada automóvel, modelo de pastilha e modo de dirigir pode fazer que a necessidade surja em mais ou menos tempo. De modo geral, você deve seguir o calendário de revisões que o fabricante do seu carro recomenda e prestar atenção aos sinais citados.

Quer saber mais? Confira aqui a opinião e a explicação de nossos parceiros especialistas em Mobilidade.

Fonte: Nakata

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