Produção de carros conectados cresce, apesar da baixa demanda

28 de junho de 2022 3 mins. de leitura
Poucos querem pagar pelos serviços de conectividade veicular, então montadoras investem em testes gratuitos

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Os consumidores não querem investir em veículos conectados. Isso é o que mostram os dados de uma pesquisa da ABI Research, empresa global de inteligência tecnológica. Apesar dos esforços das montadoras em oferecer serviços de conexão sem custos por um tempo, o índice de adesão após o término do período de gratuidade é baixo. Mesmo assim, as marcas continuam priorizando projetos de tecnologia nessa área.

Uma das explicações apontadas pela ABI para esse comportamento das montadoras é o fato de que, mesmo sem muitos adeptos, os benefícios são maiores do que os riscos. Dessa forma, com os veículos cada vez mais conectados, é possível otimizar o gerenciamento de frota, reduzir os custos de garantia e usufruir do “mundo sem fronteiras Over The Air (OTA)”.

Compensa investir em conectividade automobilística?

As montadoras estão em busca de respostas, já que enfrentam problemas para implantar estratégias capazes de recuperar o investimento que alia mobilidade e conectividade, tendo em vista que, principalmente entre modelos mais populares e acessíveis, o número de adeptos aos planos é muito baixo.

O mundo sem fronteiras é uma realidade desde 2001 em aparelhos móveis, por isso pesquisadores da ABI acreditam que há resistência dos consumidores em pagar por assinaturas que ofereçam conexão veicular. Então, uma das táticas adotadas pelas montadoras é oferecer o serviço de forma gratuita por um tempo, mas isso tem se tornado um problema a longo prazo, já que, com a baixa adesão dos consumidores, a tendência é aumentar o período de gratuidade, e não conquistar novos assinantes.

Buscando ampliar o envolvimento e a experiência dos clientes, montadoras dos Estados Unidos estenderam o período de testes de três meses para seis meses. Na Europa, a extensão foi de um ano para três anos; na China, algumas fábricas oferecem o serviço grátis de forma vitalícia.

Quem paga pela conexão veicular?

O perfil do motorista que paga por um sistema que alia mobilidade e conectividade é de quem precisa de serviços essenciais, e não de quem busca infoentretenimento. Diante desse cenário, a perspectiva dos pesquisadores da ABI é de que o número de assinaturas pagas caia 20% nos próximos seis anos.

Essa redução pode se transformar em mais um desafio às montadoras para que alcancem as metas anunciadas de gerar US$ 20 bilhões em receitas de software até 2030, número 30 vezes maior do que o atual.

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Fonte: Fonte: Traffic Technology Today.

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