Como é a mobilidade urbana em Cuba?

27 de maio de 2020 4 mins. de leitura
Conheça os tipos de transporte disponíveis na ilha e saiba como a pandemia tem afetado a mobilidade dos cubanos

Quem conhece Cuba diz que passear por Havana, capital do país, é como visitar um museu a céu aberto. Seus casarões e carros antigos ilustram uma cidade em que a estética revolucionária e os efeitos do bloqueio econômico ainda resistem diante da modernidade.

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Por essa combinação, a ilha tem sido um destino atrativo para turistas de todo o mundo. Se está pensando em conhecê-la melhor, entenda como funciona a mobilidade no país.

Modais

Os ônibus são a opção mais barata para quem se locomove em Havana, capital de Cuba. (Fonte: Shutterstock)

Cuba tem uma série de alternativas no transporte urbano: ônibus, táxi (carro comum, cocotaxi e bicitaxi), carro antigo e, claro, bicicletas. Estas estão entre os veículos que a população mais usa em seu cotidiano.

Em Havana, os ônibus são a opção mais barata. No entanto, os camellos, como são conhecidos pelos cubanos, em geral circulam bastante cheios. Por isso, a população costuma fazer uso de táxi compartilhado e de bicicleta.

Existe na capital uma categoria de ônibus chamados ciclobuses. Esses veículos são abertos, sem bancos, pensados para quem precisa fazer um trajeto intermodal — pedala-se em uma parte do trajeto, depois o ônibus leva o passageiro e a bicicleta no restante do caminho.

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Há também os hop-on hop-off, que são ônibus de dois andares típicos das regiões turísticas: a parte de baixo é fechada e climatizada; a de cima é aberta e permite ao passageiro tirar fotos melhores, apesar de expô-lo ao tempo. Os veículos são chineses e se destacam pelo conforto que oferecem aos passageiros.

Os táxis apresentam quatro modalidades: comuns; compartilhados (chamados de colectivos, máquinas ou almendrones), que fazem trajetos fixos e concorrem com os ônibus; cocotaxi, que é um triciclo motorizado que leva esse nome por ter a parte coberta arredondada; bicitaxis, que são bicicletas adaptadas para levar duas pessoas na parte de trás.

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Como nenhuma dessas opções costuma usar taxímetro, os motoristas normalmente oferecem duas tarifas: uma para moradores do país, em peso cubano, e outra para turistas. Para brasileiros, essas opções costumam ser caras. Por isso, a negociação é a regra desse tipo de transporte urbano.

Já entre as cidades da ilha, que possui um pouco mais de 100 mil km² (área semelhante à de Pernambuco), os cubanos fazem uso dos ônibus da viação Omnibus Nacionales. Estrangeiros devem usar os veículos da estatal Viazul, que tem tarifas mais altas.

Quarentena

Desde 11 de abril, as ruas de Havana estão vazias em virtude da quarentena. (Fonte: Shutterstock)

Cuba está entre os países que melhor reagiram à pandemia da covid-19: até o dia 18 de maio, o país contava com 79 mortes. A taxa de habitantes para cada óbito está próxima a 145 mil. No extremo oposto, aparecem o Reino Unido, com menos de 2 mil pessoas por óbito, e os Estados Unidos, com índice inferior a 4 mil.

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O sucesso se deve, entre outros aspectos, a uma política de quarentena rígida, com adaptações na mobilidade. O fluxo de pessoas nas ruas cubanas está significativamente menor desde que diversas atividades laborais foram suspensas. Por isso, desde 11 de abril o transporte público urbano, estatal e privado, incluindo o intermunicipal e o rural, está paralisado.

Estão mantidos apenas os serviços de transporte fundamentais para a manutenção de serviços essenciais, mas, mesmo nesses casos, o governo determinou que os veículos não podem ultrapassar a lotação de 50% dos assentos e que os passageiros devem usar máscara.

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Além disso, restaurantes e lanchonetes só podem vender alimentos para consumo em casa, o transporte de cargas fica impossibilitado de transportar pessoas, e os motoristas autônomos — como os taxistas, por exemplo — estão com sua licença suspensa até o fim da quarentena.

Fonte: Arch Daily, TeleSur, Europass, Granma.

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