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Como será o ritmo de produção de veículos nos próximos meses?

22 de fevereiro de 2023 3 mins. de leitura
Segundo especialistas, a indústria automotiva deve continuar sofrendo baixa de vendas

Recentemente, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) divulgou que a produção de automóveis teve crescimento de 5,4% em 2022, se comparado a 2021. Os números são considerados positivos para o setor, que em 2020 viu as taxas despencarem mais de 30%.

Para 2023, as projeções são otimistas, mas ainda apontam estagnação da indústria. Segundo a Anfavea, é esperado crescimento de apenas 2,2% na produção total de veículos, com queda de 20,4% nos veículos pesados (caminhões, carretas, ônibus, etc.).

(Unsplash/Reprodução)
A estabilização da indústria automotiva deve acontecer apenas a partir de 2024. (Fonte: Unsplash/Reprodução)

Alguns dos principais motivos da estagnação do setor são a alta dos juros e o grande número de brasileiros com crédito restrito. Dados da Bolsa de Valores de São Paulo mostram queda de 8% nos financiamentos realizados em 2022 quando comparados ao ano anterior. A alta dos juros que vem assolando o Brasil e diversos outros países tem encarecido significativamente os financiamentos, tornando as parcelas inacessíveis para grande parte da população.

Se forem considerados apenas os veículos leves (carros, utilitários esportivos, caminhonetes, etc.), o número é ainda menor, já que as concessionárias registraram baixa de 13% nos financiamentos desses modelos.

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Outro fator que tem impactado o setor é o número de veículos exportados. Desde 2019, a Argentina, principal país comprador de carros do Brasil, tem visto a economia se agravar rapidamente, tornando a compra de carros menos atrativa aos argentinos.

Ainda de acordo com a Anfavea, a produção deve começar a crescer significativamente apenas a partir de 2024, período em que se espera uma recuperação do setor.

Medidas econômicas podem ajudar a produção nacional

Apesar das previsões da associação, a indústria automobilística pode se recuperar de forma mais rápida com as medidas econômicas prometidas pelo novo governo. Com a reforma tributária sendo cada vez mais discutida, o setor espera que o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) seja substituído pelo Imposto sobre Valor Agregado (IVA), gerando mais vantagens para o setor.

Além disso, Geraldo Alckmin, ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, tem feito diversos discursos positivos para a indústria brasileira, prometendo criar programas para incentivar o setor econômico nos próximos meses.

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Fonte: Estadão, Anfavea, Automotive Business

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