Impactos da pandemia: gases de efeito estufa caem 23% em BH

8 de junho de 2021 4 mins. de leitura
Para autoridades locais, embora não haja o que comemorar no atual cenário, a queda da poluição pode indicar que um futuro mais sustentável é possível

A pandemia causada pelo novo coronavírus no Brasil completou o seu primeiro ano em março de 2021. Com as medidas de isolamento social e a redução de tráfego nas ruas, muitas cidades tem registrado a queda dos níveis de poluição. Em Belo Horizonte (BH), por exemplo, um levantamento revelou que houve uma diminuição de 23% na emissão de gases do efeito estufa.

Os dados foram divulgados pelo 5º Inventário de Emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em 2020. Além das medidas de segurança para a contenção da pandemia, a prefeitura destaca que também promoveu ações de preservação ambiental no município.

Praça em Belo Horizonte.
Belo Horizonte registrou 23% de queda na emissão de gases de efeito estufa. (Fonte: Pixabay)

Impactos ambientais após um ano de pandemia 

Os gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono (CO2), são substâncias que se acumulam na camada de ozônio e atrapalham a saída da radiação do planeta. Esse bloqueio causa o aquecimento global e as alterações climáticas que colocam em risco a vida na Terra.

A redução dos gases de efeito estufa têm sido tema de grande preocupação para a comunidade científica e os governos mundiais, que estão em busca de soluções para amenizar esses impactos e proteger a subsistência das próximas gerações. 

As atividades industriais e a mobilidade urbana são responsáveis por grande parte da emissão desses gases na atmosfera. Por isso, grandes mudanças têm sido observadas após um ano de pandemia e medidas de isolamento social.

O estudo de Belo Horizonte foi realizado a partir de um cálculo que leva em consideração três setores: unidades estacionárias, transporte e resíduos. O setor de unidades estacionárias abrange a emissão de gases do efeito estufa residenciais, comerciais, industriais e da agricultura. Já o de transporte considera as modalidades terrestre, ferroviária, hidroviária e de aviação. O último setor – que avalia a emissão de gases de efeito estufa por resíduos – considera a disposição de materiais sólidos, trabalhos biológicos, incineração, entre outros. 

Nos resultados do estudo, o maior impacto foi no setor de transportes, onde a emissão de gases nocivos teve uma redução de 28% em relação ao ano de 2019. Na análise de resíduos, a queda foi de 21%. Na de unidades estacionárias, a redução foi de 10%.

Ações de preservação ambiental em BH

De acordo com o prefeito de Belo Horizonte, os resultados positivos decorrentes das medidas de contenção da pandemia estão sendo potencializados pelas ações de preservação ambiental que o município está promovendo.

Dany Silva Amaral, diretor de gestão ambiental da Secretaria de Meio Ambiente de BH, afirma que o objetivo da prefeitura é reduzir 40% da emissão dos gases de efeito estufa até 2040.

A medida segue uma tendência global conhecida como retomada verde. A ideia é que o retorno às atividades presenciais, após o fim da pandemia, siga uma perspectiva mais sustentável para a sustentação do planeta. 

Dentre as medidas que estão sendo desenvolvidas pela prefeitura, estão em destaque a meta de plantar 60 mil árvores na cidade até o fim da gestão do prefeito Alexandre Kalil (PSD), além da transformação do gás metano em energia em aterros sanitários e da troca da iluminação pública por lâmpadas de LED. 

“Não dá para comemorar essa redução diante de um cenário tão triste como o da pandemia, mas esses dados nos mostram um modelo que podemos trabalhar seguindo políticas públicas”, disse Amaral.

Fonte: Prefeitura de Belo Horizonte.

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