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Quais países são considerados referência em mobilidade social?

28 de setembro de 2022 4 mins. de leitura
Baixa mobilidade social afeta não só a vida do indivíduo, mas também a economia do país

O Fórum Econômico Mundial conceitua “mobilidade social” como a capacidade que um indivíduo tem de experimentar uma vida melhor do que a dos seus pais. Além disso, esse fenômeno diz respeito a como o background socioeconômico impacta os resultados que uma pessoa atinge na vida.

Dessa maneira, para medir os níveis de mobilidade social de um país, são considerados vários fatores, desde a saúde e a educação da população até a renda dos indivíduos.

A última versão do ranking das nações com o melhor desempenho em relação ao nível de mobilidade social de seus cidadãos foi publicado em 2020 e apontou que a maioria das economias do mundo não está conseguindo fornecer condições para que as pessoas prosperem.

Assim, grande parte das pessoas apresenta o mesmo status socioeconômico de seus pais, o que, muitas vezes, traduz-se na consolidação de desigualdades sociais históricas.

O relatório produzido pela organização, chamado de Índice de Mobilidade Social Global, comparou 82 países e teve como objetivo fornecer insights para que formuladores de políticas públicas possam enfrentar as desigualdades em seus territórios.

Classificação dos países

Países nórdicos lideram ranking de mobilidade social. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Tanto no relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial quanto em pesquisa realizada em 2018 pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), países nórdicos ocupam as primeiras posições da lista.

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A Dinamarca lidera ambos os rankings, seguida por Noruega e Finlândia. De acordo com o relatório Um elevador social quebrado? Como promover a mobilidade social?, elaborado pela OCDE, para que os descendentes de uma família de baixa renda consigam atingir uma renda média na Dinamarca são necessárias duas gerações. Para Noruega e Finlândia, são necessárias três gerações de pessoas da mesma família. Já a média entre todos os países analisados é de cinco gerações.

Entre os países sul-americanos, o que está em melhor colocação no ranking da OCDE é o Chile, onde são necessárias sete gerações para que uma família tenha renda mais alta e mais qualidade de vida.

Brasil é um dos países com menor índice de mobilidade social do mundo

No relatório elaborado pelo Fórum Econômico Mundial, o Brasil aparece na 60ª posição, ficando atrás de outras economias emergentes, como Rússia (39ª posição) e China (45ª posição).

A pesquisa da OCDE também aponta o Brasil como um dos países com menor mobilidade social no planeta. Por aqui, para uma pessoa melhorar as próprias condições de renda e de vida, nove gerações seriam necessárias.

Desigualdade coloca o Brasil entre os piores países quando o assunto é mobilidade social. (Fonte: GettyImages/Reprodução)

Ainda segundo o relatório da OCDE, o sistema educacional brasileiro é um dos fatores que contribui para o problema. A baixa qualidade do ensino e a falta de acesso a creches por famílias pobres são apontados como fatores que aumentam a desigualdade social brasileira.

O que fazer para mudar esse quadro?

Melhorar o gasto com educação e saúde é apontado pela OCDE como solução para o nosso problema de mobilidade social. De acordo com o relatório, alguns programas são exemplos de soluções para melhorar o acesso de adultos à educação profissional, como o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). Outros de distribuição de renda, como o Bolsa Família, também são soluções citadas pela organização.

Fonte: Fórum Econômico Mundial, OCDE

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