Reino Unido completa viagem mais longa feita por um veículo autônomo

Reino Unido completa viagem mais longa feita por um veículo autônomo
Em novo marco, o Nissan Leaf percorreu o trajeto mais complexo já feito com um carro autônomo no país

A montadora japonesa Nissan teve sucesso ao realizar a viagem mais longa e complexa já feita por um carro autônomo no Reino Unido. O Nissan Leaf —  veículo com direção inteligente —  percorreu uma distância de 370 km sem o auxílio de um motorista humano.

O HumanDrive, a criação da empresa de veículos asiática, foi apoiado pelo governo britânico por meio do Centre for Connected and Autonomous Vehicles (CCAV), o Innovate UK e um consórcio de mais nove parceiros. A quantia total injetada no projeto alcançou marcas perto de 13,5 milhões de libras.

O grand drive se iniciou no centro técnico europeu da Nissan, na cidade de Cranfield, e terminou na fábrica da empresa em Sunderland, no outro lado do país. Durante o teste, o Nissan Leaf utilizou vias convencionais do Reino Unido e dividiu o traçado com veículos conduzidos por humanos.

Por que a Uber e a DiDi investem em carros autônomos?

Os testes serviram para que a montadora japonesa experimentasse a eficiência de tecnologias como o Lidar —  recurso de câmeras que cria um mapa 3D para a inteligência artificial do veículo —  para criar uma percepção sobre o planeta, utilizá-la no desvio de obstáculos e no processo de tomada de decisão.

A viagem realizada pelo Nissan Leaf faz parte de uma série de testes feitos pela montadora na tentativa de criar um sistema de autoaprendizado para carros autônomos. Com a inteligência artificial em constante processo de aprimoramento, a empresa prevê que os usuários podem ter experiências cada vez melhores no futuro.

A escolha do Reino Unido como sede

(Fonte: HumanDrive/Divulgação)
(Fonte: HumanDrive/Divulgação)

O principal motivo que fez a Nissan escolher Londres como cidade-sede para os testes do HumanDrive foi a flexibilidade do Reino Unido na adoção de sistemas de carros autônomos para o futuro.

De acordo com a BBC, o governo local pretende anunciar um plano para incentivar o desenvolvimento e a venda de carros 100% autônomos no país para o ano de 2021. Para isso, as montadoras teriam que seguir uma série de medidas determinadas pelo governo britânico, tal qual informar as autoridades e os serviços de emergência.

Scania apresenta caminhão autônomo sem cabine

Segundo a BBC, o Reino Unido pretende destinar cerca de 75 milhões de libras para pesquisa e desenvolvimento de tecnologias de direção autônoma, além de 400 milhões de libras para a criação de pontos de recarga nas vias do país.

Apesar da preocupação com os acidentes registrados nos Estados Unidos envolvendo carros autônomos, os britânicos enxergam no transporte autônomo uma medida inovadora para se repensar a mobilidade urbana.

Acidentes nos EUA

(Fonte: Pixabay)
(Fonte: Pixabay)

No começo de 2018, uma ciclista morreu na cidade de Tempe, no Arizona, após ser atropelada por um carro autônomo da Uber. Os sensores do veículo falharam ao não conseguirem identificar a mulher, que atravessava fora da faixa de pedestres.

A empresa, dona de um dos maiores aplicativos de carona, interrompeu os testes com veículos autônomos durante o período de um ano. Em 2019, a Uber voltou com as operações utilizando carros semiautônomos nos Estados Unidos.

Primeiro transporte público autônomo é testado no Reino Unido

Para que tal atividade fosse possível, algumas alterações foram necessárias: os veículos contariam com dois motoristas revezando em turnos de quatro horas para interferir em caso de falhas do mecanismo. Anteriormente, a carga horária chegava a dez horas. Além disso, os veículos foram proibidos de transportar passageiros.

Em 2015, outro acidente envolvendo um veículo autônomo já tinha ocorrido nos EUA. Um Lexus adaptado pela Google para operar em modo semiautônomo sofreu uma batida traseira ao tentar atravessar um cruzamento na cidade de Mountain View, na Califórnia.

Quais mudanças os carros autônomos demandam nas cidades?

Mesmo com o sinal verde, indicando aberto, o sistema de inteligência artificial freou para impedir que o veículo travasse a via pública, que contava com engarrafamento intenso. Ao parar, o veículo que vinha logo atrás do Lexus colidiu contra a traseira do automóvel, causando ferimentos leves nos envolvidos.

Fonte: Webmotors, BBC, HumanDrive

Curtiu o assunto? Clique aqui e saiba mais sobre como a mobilidade pode melhorar os espaços.

Evento de Mobilidade - Evento de Mobilidade - Summit Mobilidade Estadão