Painéis solares fornecem energia em favelas brasileiras

3 de agosto de 2023 4 mins. de leitura

Conheça projetos pioneiros que estão levando energia solar para a população brasileira

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A crescente expansão da produção de energia a partir de fontes renováveis, como a energia solar, é um dos pontos de destaque no Brasil. Ao considerar esse avanço, há dois projetos que mostram como é possível fazer uso desse potencial em prol da população, sobretudo da que mais sofre com a falta de recursos e infraestrutura, como os moradores das favelas brasileiras.

Afinal, partindo da constatação de que muitos enfrentam dificuldades para quitar contas de luz, a busca por alternativas para aumentar a oferta de recursos básicos se mostra essencial para reduzir as desigualdades, principalmente nos cenários mais desfavoráveis, como quando há aumento na tarifa cobrada pelas concessionárias. 

Confira abaixo quais são as ações que estão contribuindo com a oferta de novas soluções nesse sentido e que podem ser utilizadas como referências para futuros projetos:

(Fonte: Revolusolar/Divulgação)
Iniciativas estão levando painéis solares para favelas brasileiras em São Paulo e no Rio de Janeiro. (Fonte: Revolusolar/Divulgação)

Projeto Favela Solar

Na cidade de São José do Rio Preto (SP), a favela Marte vivencia uma transformação importante. Graças à iniciativa da ONG Gerando Falcões, por meio do projeto Favela Solar, 240 moradias da comunidade terão painéis solares para a captação e a geração de energia.

As placas serão instaladas ao longo de 2023, o que pode vir a oferecer uma economia substancial. Para se ter uma melhor dimensão, estima-se que será possível que cada família economize uma quantia que varia entre R$ 4 e R$ 6 mil reais anualmente, uma vez que apenas a taxa mínima seria cobrada pela companhia de energia.

Banco BV e Meu Financiamento Solar, organismo pertencente à instituição financeira que atua em projetos de captação de luz solar, estão custeando toda a instalação. A ação da ONG Gerando Falcões ainda oferece cursos técnicos voltados para a população local, ensinando sobre a instalação do sistema e permitindo que moradores sejam qualificados para prestar esse tipo de serviço.

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(Fonte: Revolusolar/Divulgação)
Além da instalação dos painéis, o investimento em qualificação contribui com a empregabilidade da população residente nas comunidades. (Fonte: Revolusolar/Divulgação)

Revolusolar nas comunidades do Rio de Janeiro

Outro exemplo que mostra a importância do terceiro setor é o trabalho realizado pela Revolusolar, uma associação sem fins lucrativos localizada no Rio de Janeiro. Por lá, o Morro da Babilônia e o Chapéu Mangueira estão sendo o palco da iniciativa de geração de energia solar.

Neste caso, há uma usina instalada desde 2021 no telhado da primeira cooperativa, destinada a essa função dentro de uma comunidade. Ela responde pela geração de energia para ao menos 35 famílias. Assim, a produção é compartilhada entre todos, viabilizando uma economia de 30% no gasto com a conta de luz.

Assim como visto no projeto em São José do Rio Preto, a Revolusolar investiu em capacitar moradores, permitindo que atuem tanto na instalação quanto na manutenção do sistema de energia solar, ampliando as opções de empregabilidade a nível local. O Museu da Maré também está sendo contemplado com ação semelhante.

Por serem pioneiros, esses projetos mostram como é possível aproveitar um dos recursos naturais que o País dispõe, mesmo nas regiões com clima mais ameno, estimulando que outras iniciativas semelhantes se multipliquem. Além disso, ações assim contribuem com a redução de furtos de energia por meio dos chamados “gatos”, tornando ininterrupto o abastecimento ao mesmo tempo em que aumenta a segurança das instalações nas moradias.

Fonte: Gerando Falcões, Estadão, Revolusolar

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