Radar de penetração de solo torna carros autônomos mais seguros

28 de abril de 2020 5 min de leitura
Veículos podem se localizar com radar subterrâneo em situações de baixa visibilidade, como chuva e neve
Uma tecnologia de radar de penetração de solo (GPR) oferece vantagens ao fornecer dados adicionais para carros autônomos e robôs, até mesmo em situações de chuva, neblina e neve. A WaveSense pode ver até três metros abaixo do solo e funciona a velocidades de até 120 km/h.
(Fonte: WaveSense/Divulgação)
(Fonte: WaveSense/Divulgação)
A segurança é uma das principais prioridades do setor de veículos autônomos. A fusão de várias abordagens independentes é a melhor maneira de garantir que nenhuma tecnologia cause um erro significativo que possa resultar em morte. Os sistemas de assistência ao motorista e veículos autônomos (Adas, na sigla em inglês) em desenvolvimento usam vários sensores para navegação, prevenção de colisões e monitoramento do estado do veículo e do motorista, incluindo câmeras, detecção remota por meio da luz e radares. Essas tecnologias procuram recriar o motorista perfeito, imitando a visão e a cognição humanas. Brasil é o país menos preparado para receber carros autônomos No entanto, veículos autônomos e assistidos por motoristas devem se tornar mais seguros que os conduzidos pelos humanos. Em vez de imitar essa condução, o radar de penetração no solo permite o surgimento de uma nova dimensão de visão. Ao contrário da paisagem visual em constante mudança acima do solo, os dados subterrâneos são estáticos, fornecendo um guia sempre disponível para veículos autônomos. A tecnologia principal do WaveSense é licenciada exclusivamente no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), onde foi originalmente desenvolvida. A empresa tem vários projetos pilotos em andamento com os principais fornecedores de Nível 1 nos setores automotivo e tecnológico. Além de carros, barcos autônomos estão sendo projetados O radar de penetração no solo poderia estar em carros autônomos por volta de 2024. Ainda que um carro autônomo precise de outras tecnologias para rastrear outros veículos, pedestres e animais, o WaveSense tem o potencial de ser a inovação que permite uma direção autônoma em condições climáticas adversas.

Como funciona o radar

O WaveSense consegue mostrar uma imagem completa do ambiente subterrâneo. O radar de banda larga envia um pulso de radiação eletromagnética ao solo e mede o reflexo das ondas a partir de objetos, como tubos, raízes e rochas, bem como de camadas de solo e variações no teor de umidade. Tecnologia autônoma é grande aposta da Coreia do Sul A premissa da geração de imagens sob o solo é que os recursos subterrâneos são únicos e estáticos, permitindo o seu uso como identificadores da localização precisa em que seus reflexos foram coletados.

Mapeamento

A primeira etapa do processo do radar WaveSense é desenvolver um mapa do ambiente abaixo da estrada. Os dados são coletados junto às marcações de GPS para formar o banco de dados inicial dos recursos do subsolo. O mapa subterrâneo é então usado como um conjunto de dados de referência para estimar a localização do veículo nas próximas visitas.
(Fonte: WaveSense/Divulgação)
(Fonte: WaveSense/Divulgação)

Rastreamento

Na segunda etapa, a localização online é realizada. Quando o veículo está em movimento, os dados são buscados periodicamente em um banco. Uma grade local de dados da linha de base é sempre mantida. Uma região de pesquisa em torno da estimativa de localização inicial contém pontos que representam as localizações e orientações. Um algoritmo avalia interativamente os pontos para restringir a busca pela correlação máxima dentro do espaço tridimensional do veículo. Após várias interações, o ponto de maior correlação é escolhido como a estimativa mais provável da localização do veículo. A região de pesquisa é atualizada e expandida ou reduzida para refletir a nova estimativa.

Outras aplicações do radar

As primeiras aplicações da tecnologia WaveSense foram militares. Em 2013, o conceito foi utilizado para automatizar caminhões de detecção de minas, trocando o motorista por um sistema autônomo. Esses veículos têm de operar em estradas sem marcas e sinais de trânsito. O futuro do Brasil: como funcionam os caminhões autônomos O GPR também pode ser usado para ativar garagem automatizada. A disposição do concreto e a do vergalhão criam o mesmo tipo de assinatura digital exclusiva em um estacionamento ou garagem. Outras aplicações da tecnologia incluem também robôs de entrega e serviços públicos, como construção de calçadas. Com um mapa subterrâneo de alta qualidade, é possível saber onde cavar e o estado da infraestrutura sob o solo. A WaveSense oferece também serviços para empresas de ferrovias, agricultura e mineração. Fonte: EstremeTech, NYTimes, TheRobotReport, GlobeNewsWire, WaveSense. Curtiu o assunto? Clique aqui e saiba mais sobre como a mobilidade pode melhorar os espaços.
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