Por que investir em pneus com mais tecnologia?

30 de março de 2023 5 mins. de leitura

Conheça os principais avanços na produção de pneus e as novas tecnologias da indústria

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Além de ser indispensável para o funcionamento correto de veículos, os pneus podem ser os primeiros itens de segurança em ação, no caso de freadas bruscas. Por isso, dependendo da sua condição, o pneu pode salvar vidas em acidentes.

Um exemplo é a substituição das câmaras de ar internas: agora, com a nova tecnologia, há uma vedação melhor na parte de contato com a roda, se tornando mais estáveis, seguros, baratos e duradouros.

É hora de conhecer algumas das principais melhorias nestes itens, além dos avanços previstos para o futuro. Veja só!

Tecnologias simples, bons resultados

Os sulcos do pneu são um exemplo de como tecnologias baratas podem ser altamente eficazes. (Fonte: Mike B/Pexels/reprodução)

Nos últimos anos, a tecnologia-base para o desenvolvimento dos pneus é relativamente constante, mas alguns detalhes foram implementados e fazem toda a diferença. Os sulcos dos pneus são um desses casos: o elemento pode passar despercebido para um olhar desatento, mas é responsável por evitar boa parte das derrapagens.

Os sulcos servem para escoar a água que fica entre o pneu e a pista, evitando assim a aquaplanagem. Além disso, os desenhos melhoram a aderência do pneu com a via. E, por isso, é importante trocar as peças periodicamente: conforme os pneus vão se desgastando, a profundidade dos sulcos diminui.

O limite de desgaste para que o veículo ainda esteja em circulação está previsto em lei, sendo 1,6 mm. Um pneu novo pode dispersar até 30 litros de água por segundo em uma velocidade de 80 km/h. Já um pneu com sulcos no limite dispersa apenas 55% dessa marca, o que afeta a dirigibilidade e a segurança.

Ao longo do tempo, também, estudos mostraram que os desenhos dos sulcos influenciam na capacidade aderência à pista. Os pneus mais comuns são os conhecidos como simétricos, quando os desenhos são iguais. Portanto, não há um sentido correto para a montagem.

Os pneus assimétricos são mais modernos. Eles possuem uma largura maior, para que a banda de rodagem tenha mais contato com o chão. Para fazer a instalação correta, é preciso perceber a indicação dos lados, sendo interior ou exterior. Estes pneus são mais caros e indicados para carros mais potentes, que causam maior desgaste dos itens.

Outro tipo de pneu é o direcional, que tem uma indicação do sentido de rolagem que deve ser montado. Os pneus direcionais são mais comuns em países com neve. Porém, são indicados para condutores que trafegam constantemente por pistas molhadas ou em temperaturas extremas.

Outras tecnologias já em uso são de sensores que indicam o nível de ar e a produção de pneus sem emendas.

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Futuro da indústria de pneus

Até o momento, estes são os principais avanços tecnológicos que estão disponíveis aos consumidores em grande escala quando o assunto é pneus. Mas o futuro parece ser promissor e, logo, haverá peças diferentes. Já existem modelos de pneu sem ar, por exemplo, ainda em fase de protótipo.

Estes modelos são fabricados com um sistema interno de raios flexíveis que produz resistência sem a necessidade do ar. Mas, apesar de não furarem, eles se desgastam, pois ainda são feitos de borracha. Por isso, os testes seguem em laboratório, até que se encontre materiais permanentes.

Outra preocupação com o material é relacionado ao meio ambiente: a corrida para descarbonizar o setor dos pneus já está dada. Diversos pesquisadores e empresas buscam um material substituto para o petróleo como matéria-prima. Há relatos do uso de algas e até de enzimas extraídas do tomate. Por hora, tudo está em fase de teste, mas logo estes materiais podem estar ajudando a compor os produtos, diminuindo o uso de combustíveis fósseis.

Rodízio

Uma das principais dicas em prol da preservação dos pneus é a realização do rodízio. Como se sabe, os pneus dianteiros sofrem maior desgaste, e é importante trocá-los com os traseiros, mantendo assim o desgaste igual.

O correto, ao contrário do que muita gente pensa, é utilizar pneus mais novos atrás. Isso por que eventuais falhas nos pneus dianteiros ainda estão sujeitos ao controle do volante, já os traseiros não. Além disso, em carros mais antigos, é normal ter freios a tambor nas rodas traseiras, o que diminui ainda mais a efetividade da freada.

Para saber mais sobre a importância de utilizar pneus mais tecnológicos, confira o bate-papo sobre o assunto que aconteceu no Momento Mobilidade. Lá, você encontra essas e outras dicas sobre o mundo da mobilidade urbana.

Fonte: Fvars, Folha PE, Autopapo, Bellenzier, Hypeness, Big Tires, Inovação tecnológica, Garagem 360

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