Google mostra impacto do novo coronavírus na mobilidade urbana

17 de abril de 2020 4 mins. de leitura
Banco de dados coleta informações de mais de um bilhão de pessoas no mundo

O Google divulgou uma série de relatórios que mostra o impacto da pandemia do novo coronavírus na mobilidade urbana em 131 países do mundo. A empresa possui dados precisos sobre a localização de mais de um bilhão de pessoas que usam o Google Maps para se deslocar nas cidades e viajar.

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A organização espera que os dados ajudem os gestores públicos e pesquisadores a lidar com os efeitos da covid-19 e afirma que conhecer as tendências dos destinos pode auxiliar as autoridades a elaborar orientações para proteger a saúde pública e atender às necessidades na vida cotidiana de comunidades.

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Os números apresentados pelos relatórios são referentes ao dia 29 de março, em comparação com o período de cinco semanas (entre 3 de janeiro e 6 de fevereiro). A empresa enfatiza que os dados são anônimos e colhidos apenas de pessoas que optaram por ativar o histórico de localização.

Como a pandemia afetou a mobilidade no mundo

(Fonte: Nelson Antoine / Shutterstock)

Países de todo o mundo apresentaram impactos na mobilidade causados pela pandemia do coronavírus. No entanto, nem sempre isso representa uma quantidade menor de pessoas circulando pelas ruas em relação proporcional ao número crescente de confirmações da covid-19.

Estados Unidos

Os Estados Unidos têm o maior número de casos confirmados dessa doença. A movimentação de pessoas caiu: 38% em locais de trabalho; 47% em lojas e espaços de recreação; 22% em mercados e farmácias; apenas 19% em parques, pois, dos 50 estados, a metade apresentou aumento no movimento.

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Considerando esse contexto, Dakota do Sul, Ohio e Nebraska dobraram o movimento nos parques. Já o estado de Nova York, epicentro da crise no país, apresentou uma diminuição de 46% na frequência em locais de trabalho e 62% tanto nas lojas quanto nos espaços de lazer.

Itália e Espanha

Na Itália (o país com o maior número de mortes pela covid-19) e na Espanha (país europeu com maior número de casos confirmados), o movimento em lojas e estabelecimentos de lazer caiu 94%. Espaços públicos ao ar livre, como parques e praias, tiveram uma redução aproximada de 90%, nos dois países.

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Os dados do Google indicam que mesmo as farmácias e os mercados, que são serviços essenciais e continuam abertos, tiveram uma redução de 85% na Itália e de 89% na Espanha. A menor movimentação foi sentida em locais de trabalho, como escritórios e fábricas, que tiveram a frequência reduzida em aproximadamente 65%.

Japão

O primeiro caso de infecção pelo novo coronavírus no Japão foi confirmado em janeiro. Isso levou ao fechamento de escolas e à proibição de eventos. Esse país teve menos de 4 mil casos de covid-19 e menos de 100 mortes confirmadas. A frequência nos locais de trabalho caiu apenas 9% e, nos parques, 25%. Lojas e estabelecimentos de lazer apresentaram um movimento 26% menor, já mercados e farmácias somente 7%.

Impactos no Brasil

(Fonte: Photocarioca / Shutterstock)

O Google também colheu dados sobre a mobilidade urbana no Brasil durante a pandemia. A frequência das pessoas em: locais de trabalho caiu 34%; mercados e farmácias, 35%; lojas e estabelecimentos de entretenimento, 71%; parques, 70%.

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Em São Paulo e no Rio de Janeiro — primeiro e segundo estados, respectivamente, com mais casos confirmados da doença —, a queda na frequência de indivíduos em lojas, espaços de lazer e parques ficou acima de 70%. Já em locais de trabalho, foi de 37% nos dois estados.

Santa Catarina foi o estado que apresentou maior queda de movimento em: parques, com a diminuição de 84%; lojas e estabelecimentos de lazer, 80%; em locais de trabalho, 40%.

Fonte: Google, Agência Brasil.

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