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O que é gás carbônico e qual é o impacto do transporte urbano nas emissões?

17 de outubro de 2022 4 mins. de leitura
Dióxido de carbono responde por 60% dos gases de efeito estufa lançados na atmosfera

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A emissão de gás carbônico ou dióxido de carbono (CO2) é responsável por cerca de 60% do aquecimento global. A queima de combustíveis fósseis como gasolina e diesel para o transporte urbano é uma das principais fontes de geração do CO2 que vai parar na atmosfera.

Por isso, descarbonizar todos os setores da economia é um desafio importante para atingir as metas ambiciosas do Acordo de Paris, que pretende limitar o aumento da temperatura média da Terra em 2°C em comparação aos níveis pré-industriais. A mobilidade urbana é peça fundamental nesse processo.

Entenda o que é gás carbônico e como os deslocamentos nas cidades podem ajudar a diminuir os efeitos das mudanças climáticas.

O que é gás carbônico?

Pegada de carbono de pedestres é zero. (Fonte: GettyImages/Reprodução)

O gás carbônico é uma substância encontrada naturalmente na atmosfera, nos mares, lagos e rios. A fotossíntese das plantas e das algas desempenha um papel-chave no ciclo do CO2. Os dois elementos que compõem o gás, o oxigênio e o carbono, são largamente encontrados na natureza e fundamentais para a vida na Terra.

O CO2 na atmosfera, ao lado de outros gases como o metano, absorve os raios infravermelhos emitidos pela superfície terrestre, criando o efeito estufa. Esse fenômeno natural permite a manutenção de uma temperatura adequada para os organismos no planeta.

No entanto, a emissão de gases de efeito estufa (GEE), que começou a crescer por conta do carvão necessário para a Revolução Industrial no século 18, mas que cresceu exponencialmente no século 20, tem causado o aquecimento global responsável pelas mudanças climáticas.

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Contribuição da mobilidade urbana

Escapamento de automóveis é um dos principais emissores de poluentes na atmosfera. (Fonte: GettyImages/Reprodução)

A mobilidade urbana está ligada à emissão de gás carbônico na atmosfera, com destaque para o uso de automóveis particulares. Com o espraiamento das cidades e a falta de alternativas de transporte público, o veículo individual se torna um meio de transporte utilizado em larga escala, no entanto com baixa eficiência de transporte.

Um passageiro de ônibus gera 0,71 quilogramas (kg) de CO2 por viagem, enquanto um motociclista gera 3,76 kg de CO2/viagem e um motorista de automóvel 5,11 kg de CO2, conforme um estudo realizado na Região Metropolitana de Goiânia por arquitetos e urbanistas do Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Goiás (UFG).

Os veículos leves são responsáveis por 39% das emissões de CO2 no Brasil, perdendo apenas para os caminhões, com 44%, conforme estudo do Instituto de Pesquisa e Economia Aplicada (Ipea). Os ônibus respondem apenas por 7% do total.

Caminhos para descarbonização

O abandono dos automóveis em favor do transporte coletivo, seja elétrico, seja à combustão, tem efeitos positivos. Uma expansão do veículo leve sobre trilhos (VLT) na Inglaterra foi capaz de tirar quase 39 milhões de carros das ruas, segundo pesquisa da Transport for Greater Manchester.

Outras opções como bus rapid transport (BRT), criado em Curitiba e conhecido internacionalmente, ainda que utilizem combustíveis fósseis, apresentam uma eficiência maior do que o transporte individual motorizado para grandes deslocamentos.

Para os trechos de primeira e última milhas, a oferta de infraestrutura para pedestres e ciclistas é uma das estratégias mais eficientes. Copenhague (Dinamarca) e Amsterdã (Holanda) são conhecidas mundialmente por favorecer a mobilidade ativa, com resultados ambientais, econômicos e sociais.

Fontes: eCycle, WRI Brasil, Harbich, Kneib e Pires. Impactos do Espraiamento urbano na emissão de CO2: a região metropolitana de Goiânia. Nomad/USP, 2017, Carvalho. EMISSÕES RELATIVAS DE POLUENTES DO TRANSPORTE MOTORIZADO DE PASSAGEIROS NOS GRANDES CENTROS URBANOS BRASILEIROS. Ipea, 2011, Viatrolebus

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