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Como anda a mobilidade urbana em São Paulo?

24 de janeiro de 2023 4 mins. de leitura
Relatório apresenta o panorama atual de mobilidade urbana em São Paulo

Compreender a dinâmica que caracteriza a mobilidade urbana, sobretudo nas grandes cidades, é importante para a boa condução do planejamento urbano, além de facilitar a detecção de transformações. Nesse sentido, um relatório do Mobilize apresentou um perfil das cidades brasileiras e novos dados de mobilidade, considerando as informações levantadas por institutos e órgãos públicos, bem como tendo como base avaliações de campo e entrevistas com representantes do poder público.

No que diz respeito à cidade de São Paulo (SP), o Estudo Mobilize 2022 identificou a divisão modal em 949,61 quilômetros quadrados (km²) de área urbana: 40,20% correspondem ao transporte público coletivo e 27,40% são veículos para uso individual. Enquanto 29,90% dos paulistanos fazem o percurso a pé, 0,80% usam bicicleta e 1,7% optam por outras formas de deslocamento.

(Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Número de veículos nas ruas é superior à capacidade suportada pela cidade, resultando em congestionamentos frequentes. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Mudança do perfil

O relatório também destacou que os índices apontam mudança quando em comparação com o período anterior à pandemia de covid-19, quando o transporte público prevalecia na região metropolitana (37%), abaixo dos 40,20% atuais. Já entre os que andavam a pé e os que utilizavam veículo próprio, o valor era mais equilibrado, de 31% para ambos.

Ao todo, há 8,9 milhões de veículos trafegando pela cidade, segundo dados divulgados pela Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Desse valor, 8,3 milhões de carros são destinados para o transporte individual e constituem quantia superior à capacidade das vias urbanas, que é de 17 mil km².

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A necessidade de manter elevado o padrão de qualidade do transporte público é uma preocupação constante. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Transporte coletivo

Quanto ao transporte público, a cidade conta com 13.524 ônibus, com corredores destinados a esse uso chegando a 681,20 km de extensão. A tarifa de ônibus, de R$ 4,40 (2022), apesar de não figurar entre as mais altas do País, compromete pelo menos 19,97% do salário mínimo gasto com transporte.

O metrô, com a entrega de novas linhas, tem se mostrado cada vez mais essencial para interligar diferentes regiões. Ao todo, são 104 quilômetros que abrigam seis linhas, além de 280 quilômetros de trilhos de trens. Mesmo com os problemas relatados, como falhas e superlotação, que evidenciam a necessidade de melhor gestão, a expectativa é que, com a entrega de novos trechos, parte do impacto possa ser minimizada.

(Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Metrô oferece maior confiança em relação ao tempo de viagem. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Ciclovias e áreas caminháveis

Ainda que as bicicletas sejam beneficiadas com a expansão das áreas exclusivas de uso, resultando nos atuais 663,1 quilômetros de ciclovias, isso não significa que não existam desafios a serem superados. Apenas 21% dos habitantes estão próximos dessas áreas, enfatizando o quanto é necessário investir em ampliação.

É importante destacar, também, que, além de as ciclovias estarem presentes em áreas de tráfego intenso de veículos, há a ocorrência de interrupções que obrigam o ciclista a seguir o trajeto em vias onde a ciclovia é interrompida, colocando em risco a própria segurança.

O relatório chama a atenção para a ineficiência na manutenção das ciclovias, tornando evidente o desgaste nas pinturas, buracos e mesmo a presença de lixo e entulho em alguns trechos. Esses problemas também são enfrentados por pedestres nas calçadas da cidade, as quais receberam nota 6,93 nas avaliações de caminhabilidade em 2019.

Fonte: Mobilize

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