Os lugares mais perigosos para ciclistas em São Paulo

8 de julho de 2022 5 mins. de leitura
Descubra quais são as vias com o maior número de acidentes envolvendo ciclistas na capital paulista

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Segundo uma pesquisa de 2018 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apenas 14,7% dos municípios brasileiros têm espaços específicos destinados às bicicletas. Isso faz que ciclistas precisem dividir o espaço nas ruas com veículos maiores em vias pouco pensadas para a mobilidade ativa.

Esse descaso com as condições de segurança de ciclistas causa danos permanentes e até perda de vidas. Um levantamento feito com dados do Sistema Único de Saúde (SUS) mostra que, em 2021, 16.070 ciclistas precisaram ser internados por pelo menos 24 horas em decorrência de lesões sofridas em acidentes no trânsito.

Realidade para ciclistas em São Paulo

Até São Paulo (SP), com a maior população do País e a maior malha cicloviária, acaba tendo proporcionalmente um número alto de acidentes envolvendo ciclistas. Dados do Infosiga SP, um banco de dados que reúne informações de acidentes de diversas fontes, mostram que, entre janeiro e setembro de 2020, 297 ciclistas morreram no Estado, uma média de um óbito por dia.

Nesses acidentes, 93% das vítimas eram homens, 56,5% ocorreram em vias municipais e 32,5% em rodovias (alguns não tiveram a localização informada). A principal causa de mortes é a colisão com outros veículos.

A cidade de São Paulo possui mais de 660 km de ciclovias. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
A cidade de São Paulo tem mais de 660 quilômetros de ciclovias. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

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Os lugares mais perigosos para ciclistas em São Paulo

Para alertar ciclistas dos locais mais perigosos de se trafegar em São Paulo, a Associação dos Ciclistas Urbanos de São Paulo (Ciclocidade) e a Associação pela Mobilidade a Pé em São Paulo (Cidadeapé) atualizaram um mapa disponível no site http://mobilidadeativa.org.br, que classifica as vias de acordo com o risco.

Para fazer o mapa, são considerados os dados do Relatório Anual de Acidentes de Trânsito da Secretaria Municipal de Mobilidade e Transportes e do Sistema de Acidentes de Trânsito.

Com eles, uma Unidade Padrão de Severidade (UPS) é atribuída a cada localidade, e o ranking com as vias mais perigosas é divulgado. A partir desse levantamento, o poder público pode tomar iniciativas para melhorar a qualidade da sinalização e das ciclovias nas áreas mais perigosas.

Conheça os lugares mais perigosos para ciclistas em São Paulo:

  1. Avenida Vitor Manzini – UPS 70,3
  2. Marginal Tietê – 68,2
  3. Avenida Ellis Maas – 59,8
  4. Avenida Dona Belmira Marin – 58,8
  5. Avenida Yervant Kissajikian – 56,2
  6. Avenida Comendador Sant’anna – 56,1
  7. Rua Saturnino Pereira – 55,7
  8. Avenida João Paulo 1º – 54,9
  9. Avenida Inconfidência Mineira – 54,7
  10. Avenida Osvaldo Pucci – 53,5
  11. Viaduto Engenheiro Alberto Badra – 52,5
  12. Avenida Santo Amaro – 50,8
  13. Avenida Brigadeiro Luís Antônio – 49,4
  14. Avenida do Rio Pequeno – 48,3
  15. Avenida São Valério – 47,4
  16. Avenida Água Fria – 46,7
  17. Avenida dos Nacionalistas – 46,7
  18. Avenida Guapira – 46,2
  19. Rua Colômbia – 44,7
  20. Avenida Major Sylvio de Magalhães Padilha – 44,5

Roubos e furtos

Além do risco de acidentes, usuários de bicicletas convivem com o medo de roubos e furtos. Dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram aumento de 21% de roubos de bicicletas na capital paulista em 2020.

Confira os lugares com maior número de roubos na cidade:

  1. Ciclovia Rio Pinheiros – Margem Oeste
  2. Ciclovia da Avenida Inajar de Souza
  3. Ciclovia da Radial Leste
  4. Ciclovia do Parque Ecológico do Tietê
  5. Ciclovia da Avenida Politécnica
  6. Ciclovia da Avenida Sumaré
  7. Ciclovia do Viaduto Antártica
  8. Ciclovia da Brigadeiro Faria Lima
  9. Ciclovia da Avenida Arthur de Azevedo

Aumentando a segurança

Vale destacar que, enquanto vários fatores conspiram contra a segurança dos ciclistas, algumas medidas podem ser tomadas para mitigar o risco. O uso de capacete não é obrigatório para ciclistas segundo o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), porém o equipamento diminui em 85% o risco de traumatismo craniano em caso de queda. Outros acessórios, como luvas e cotoveleiras, também podem fazer a diferença. Roupas chamativas e a luz piscando na traseira da bicicleta aumentam a visibilidade dos motoristas e diminuem o risco de acidentes.

Manutenção da bike em dia e uso de capacete diminuem o risco de acidentes e lesões. (Fonte: SHutterstock/Reprodução)
Manutenção da bike em dia e uso de capacete diminuem o risco de acidentes e lesões. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Principalmente nas grandes cidades, optar por horários alternativos para pedalar é uma importante medida de segurança, assim como, sempre que possível, usar a bicicleta no meio da manhã ou da tarde e à noite, para evitar disputa das ruas com os carros. Andar em grupos também diminui os riscos de acidentes, pois aumenta a visibilidade e a atenção dos motoristas, além de reduzir o risco de roubos.

Quer saber mais? Confira aqui a opinião e a explicação de nossos parceiros especialistas em Mobilidade.

Fonte: Minutos Seguros, NoxCar, LeasePlan, Notícias Automotivas.

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