Quais são os países com a gasolina mais cara do mundo?

28 de março de 2022 4 mins. de leitura
Brasil está entre os 100 países com a gasolina mais cara do mundo, mas preço pago por brasileiros está abaixo da média mundial

O Brasil está entre os 100 países com a gasolina mais cara do mundo, mas está longe de assumir a liderança, mesmo com a recente alta de preço promovida pela Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras). De acordo com o Global Petrol Prices, o litro da gasolina era de R$ 6,55 (US$ 1,28) nos postos brasileiros, enquanto a média mundial foi de US$ 1,29.

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Por enquanto, o Brasil está na 80ª posição do ranking global, com o combustível mais barato do que na Turquia, porém mais caro do que na Polônia. A gasolina brasileira é a quarta mais cara da América Latina, atrás apenas da Guatemala, do Chile e do Peru. Confira quais são os oito países com a gasolina mais cara do mundo.

1. Hong Kong — US$ 2,83 (R$ 14,30)

Apesar da gasolina cara, Hong Kong tem um sofisticado sistema de transporte público. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Apesar da gasolina cara, Hong Kong tem um sofisticado sistema de transporte público. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

O alto custo dos imóveis em Hong Kong junto de impostos e outros gastos operacionais são os principais motivos para o território chinês ter uma gasolina que custa US$ 2,83 o litro (R$ 14,30), mais que o dobro da média brasileira e 113 vezes mais cara do que a Venezuela, o país mais barato, com US$ 0,025 (R$ 0,13) por litro.

2. Noruega — US$ 2,69 (R$ 13,60)

A Noruega está entre os 20 maiores produtores de petróleo do mundo, mas nem por isso a gasolina de lá é barata. O governo federal não subsidia os combustíveis fósseis e ainda impõe restrições para quem utilizar o automóvel privado. Com isso, a média do país é de US$ 2,69 (R$ 13,60), mas isso não afeta o bolso do norueguês pertencente à classe média.

3. Dinamarca — US$ 2,40 (R$ 12,13)

Produção norueguesa de petróleo vem do Mar do Norte. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Produção norueguesa de petróleo vem do Mar do Norte. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Apesar de produzir a maior parte da própria energia e ter consideráveis reservas de petróleo graças à Groenlândia, os postos na Dinamarca cobram US$ 2,40 (R$ 12,13) devido aos altos impostos que garantem uma alta qualidade de vida.

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4. Liechtenstein — US$ 2,36 (R$ 11,94)

O principado de Liechtenstein tem uma área de 160 quilômetros quadrados, entre a Alemanha e a Áustria, que oferece poucos recursos naturais. A maior parte da energia do pequeno país é importada, inclusive os combustíveis. A gasolina é vendida a uma média de US$ 2,36 (R$ 11,94), a quarta mais cara do mundo.

5. Suécia — US$ 2,29 (R$ 11,59)

A Suécia importa mais de 100% de seu consumo de petróleo e ainda aplica impostos altos sobre os produtos derivados desse óleo. Isso, aliado à desvalorização da coroa sueca nos últimos anos, levou ao aumento dos preços, que chegam a US$ 2,29 (R$ 11,49) por litro.

6. Holanda — US$ 2,28 (R$ 11,54)

Bicicleta ajuda holandeses a fugir da gasolina mais tributada da União Europeia. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)
Bicicleta ajuda holandeses a fugir da gasolina mais tributada da União Europeia. (Fonte: Shutterstock/Reprodução)

Tal como acontece com outros países europeus, a razão dos preços altos da Holanda são os altos impostos sobre energia. O país tem a porcentagem mais alta de tributos entre todos os países membros da União Europeia.

7. Finlândia — US$ 2,23 (R$ 11,30)

Os altos impostos também explicam por que a Finlândia é um país de gasolina cara, sendo vendida a US$ 2,236 (R$ 11,30). Mas muitos de seus cidadãos não estão felizes com isso. Uma página no Facebook de protesto contra a tributação elevada conta com o apoio de mais de 500 mil habitantes, o que representa 10% da população finlandesa.

8. Israel — US$ 2,20 (R$ 11,16)

Israel produz pouco petróleo e depende de importações para abastecer o mercado interno. Apesar de ser vizinho de muitos produtores dessa substância, há dificuldade para fazer negócio por causa da tensão política e religiosa na região. Os israelenses pagam US$ 2,209 (R$ 11,16), pelo litro, enquanto do outro lado da fronteira, os egípcios pagam US$ 0,603 (R$ 3,05).

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Fonte: Incontrol, Global Petrol Prices.

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