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Quem deve chegar primeiro nas cidades: o carro autônomo ou voador?

4 de novembro de 2023 4 mins. de leitura
Saiba como andam os avanços no desenvolvimento dessas novas formas promissoras de deslocamento

Projetos envolvendo um futuro revolucionário no campo da mobilidade urbana, seja com a adoção de carros voadores ou com o uso dos carros autônomos, apesar de serem encarados com certa cautela por quem não vê avanços tão rápidos, seguem firme — ainda que em um ritmo mais lento do que supunham as expectativas mais otimistas inicialmente. 

Confira agora como anda o desenvolvimento desses novos meios de deslocamento.

(Fonte: Getty Images/Reprodução)
O eVTOL desenvolvido pela Eve estará pronto para operação em 2026. (Fonte: Getty Images/Reprodução)

O futuro dos carros voadores

Com a proposta de oferecer um modal que possa se adaptar a diferentes usos, como entregas, viagens curtas e atuação em emergências, os carros voadores ganharam destaque com o desenvolvimento de modelos diferenciados, incluindo a aeronave elétrica de decolagem e pouso vertical (eVTOL) da Eve Air Mobility, empresa ligada à Embraer.

Tratando-se desse modelo em específico, novos testes foram realizados no País ao longo desse ano para testar a performance do eVTOL. Entretanto, é importante lembrar que, como estamos falando do emprego de tecnologias muito recentes, existem diversas etapas que devem ser concluídas antes que eles ocupem o espaço aéreo.

Isso porque, além de avançar na produção do eVTOL, é necessário ter definidas as regulamentações para operação, seja no Brasil ou no exterior. Nesse cenário, a companhia anunciou que espera lançar o primeiro protótipo no segundo semestre de 2023, avançar em mais testes no próximo ano e ter o carro voador certificado e pronto para entrar em operação em 2026.

Enquanto isso, análises que buscam dimensionar como otimizar a produção desse tipo de transporte aéreo se mostram bastante frutíferas, o que tem motivado um estudo de logística entre a Eve e a DHL Supply Chain.

A parceria, firmada em agosto deste ano, tem o objetivo de avaliar as melhores práticas para o fornecimento de insumos e peças e dá uma amostra dos esforços por trás do desenvolvimento de carros voadores. Os carros autônomos, por outro lado, encarados ora com otimismo, ora com maior cautela, ainda se apresentam como uma alternativa para reduzir o número de acidentes de trânsito.

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(Fonte: Getty Images/Reprodução)
Carros autônomos estão ganhando as ruas dos Estados Unidos. (Fonte: Getty Images/Reprodução)

Carros autônomos seguem com expansão tímida

As visões mais otimistas apontam que, com o avanço da direção autônoma, o número de mortes nas estradas estará quase zerado até 2040 — o que tende a ser bastante desafiador, mas também demonstra como os carros autônomos seguem sendo encarados como uma tendência forte para o futuro da mobilidade.

Se já existem serviços sendo operados por meio de caminhões autônomos, não é demais imaginar que o transporte de passageiros e serviços de delivery já passaram a ocorrer de forma similar. Em Las Vegas, a Uber iniciou o uso desse meio de transporte e, graças a uma parceria firmada com a Waymo em maio deste ano, a intenção é levar a direção autônoma para as ruas do estado do Arizona ao longo de 2023.

Em meados de agosto, a Comissão de Serviços Públicos da Califórnia (CPUC) aprovou licenças para a Cruise, startup da General Motors, e a Waymo, da Alphabet, operarem serviços tarifados de passageiros por meio de veículos autônomos em San Francisco em áreas limitadas, o que mostra como esse avanço deve seguir de forma gradual nos próximos anos.

Para que o serviço se expanda de forma melhor consolidada, um relatório da Allianz Partners, que aborda essa temática, destaca a importância de investir em sistemas de segurança cibernética, evitando que os veículos autônomos sejam afetados por falhas ou ataques virtuais.

Por outro lado, antes que a direção autônoma esteja mais presente no dia a dia das pessoas, ainda há muito que se falar no desenvolvimento de uma infraestrutura robusta, sobretudo no que diz respeito à conectividade, que tende a ser impulsionada com o avanço do 5G. O mesmo vale para as estradas e demais vias, que devem estar igualmente prontas para ter esses tipos de veículos em circulação.

Fonte: Embraer, DHL, Estadão, Forbes, Reuters, Governo do Estado da Califórnia, Uber

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